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Parceiros esperam definição de quem comandará o clube para renovar ou não contratos

Hypermarcas, dona na NeoQuímica, está no clube há duas temporadas
Gazeta Press
Hypermarcas, dona na NeoQuímica, está no clube há duas temporadas
A situação política do Corinthians tem adiado as negociações pela renovação de patrocínio com a Hypermarcas e outras empresas que patrocinaram o clube nas últimas temporadas. As eleições para presidente do clube, marcadas para o dia 11 de fevereiro e que colocam o candidato da situação Mário Gobbi contra o oposicionista Paulo Garcia brecam qualquer tentativa de negociação com a patrocinadora master do clube nos últimos dois anos. O compromisso atual se encerra em março.

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"A renovação ou busca por novos patrocínios só poderá de fato acontecer quando tivermos tudo definido para os próximos três anos. É assim em todo clube. E tomara que com o Mário Gobbi como presidente", disse Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing que é vice-presidente na chapa de Gobbi. A Hypermarcas, como é de praxe, prefere não se pronunciar neste momento do clube. A empresa, atraída por Ronaldo no início de 2010, foi a principal responsável por manter os valores arrecadados com patrocínio do Corinthians na casa dos R$ 50 milhões por ano, valor que é meta do clube para ao menos ser mantido no próximo contrato.

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Na gestão Andrés Sanchez o valor arrecado com patrocínios quase triplicou. Em 2007, a receita do clube com publicidade era de R$ 19 milhões e no final de 2011, já com contrato com a Hypermarcas e outros parceiros, chegou aos R$ 50 milhões, um crescimento de foi de 163%.

Paulo Garcia, em conversa com iG no final de dezembro , disse que assuntos a respeito dos futuros contratos só serão avaliados por ele quando assumisse o cargo. "Primeiro vamos ter os detalhes do atual contrato para aí sim ver se vai ser válido ou não negociar uma renovação", comentou o candidato que apresenta sua chapa nesta terça-feira num hotel do centro de São Paulo.

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As empresas que patrocinam o Corinthians nesta temporada já conversam com departamento de marketing sobre uma possível renovação, mas novos valores assim como um novo tempo de contrato só serão analisados e revistos de forma definitiva quando a situação política no clube estiver definida.

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"A vida do Corinthians não depende da eleição e nós temos tentado conduzir tudo da melhor forma, adiantando tudo que dá para adiantar. Não dá para ficar esperando a eleição passar. As empresas conversam e estão atentas. Mas está certo que tudo isso só poderá ser definido lá para o fim do mês que vem", disse Roberto de Andrade, presidente em exercício corintiano.

O Corinthians não descarta atrelar o futuro contrato de patrocínio de camisa com os "naming rights" do estádio em Itaquera e por isso a definição do grupo político que conduzirá o clube pelos próximos três anos é importante. "Se chegar alguém e quiser tudo é melhor para todo mundo. A princípio, não. Estamos negociando já com cinco, seis empresas (os naming rights)", disse Andrés, no último da sua gestão.

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