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Ao tentar ser Rei Momo, funcionário viveu à base de macarrão e pão. Passou mal antes de um jogo com o Bragantino e foi parar no hospital

Falar em Pai Santana no Vasco é lembrar histórias hilariantes do ex-massagista, morto na manhã desta terça-feira em decorrência de insuficiência respiratória provocada por pneumonia. O presidente do clube, o ex-jogador Roberto Dinamite, fez questão de ir ao velório, realizado na capela Nossa Senhora das Vitórias, dentro de São Januário, tão logo pisou no Vasco, no começo da tarde. Ao relembrar os 40 anos de convivência com o personagem mais folclórico da história do clube, entregou que Santana era bom de garfo.

“Ele cansou de ir para a minha casa fora do horário de trabalho para me ajudar quando eu estava lesionado. Perdi as contas, foram muitas, mas muitas vezes. Dormia lá em casa até eu me recuperar. Se eu entrei em campo depois de uma contusão e joguei bem, deve-se muito a ele”, recordou Dinamite, acrescentando: “Mas tinha uma coisa, ele comia bastante. Ficava lá em casa e não parava de comer. Dava o maior prejuízo”, brinca o presidente.

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Quem também tem histórias divertidas do massagista sobre comida é o ex-lateral-esquerdo Cássio, que atuou pelo clube no começo dos anos 90.

“Houve uma época em que ele queria ser Rei Momo e ficava se alimentando só de pão e macarrão. Lembro que no dia de um jogo contra o Bragantino, ele passou mal no vestiário, precisou ser internado às pressas e não foi para o jogo”, conta Cássio, hoje trabalhando nas categorias de base do clube.

Cássio se recorda de outra divertida passagem de Santana. Depois de uma temporada no Mundo Árabe, o massagista retornou ao clube se dizendo muçulmano. Todos os dias, parava o que estava fazendo à tarde para rezar. Porém, duas derrotas seguidas foram suficientes para ele abandonar a nova crença e voltar a ser o macumbeiro que o consagrou.

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“A gente ficava olhando. Ele parava duas vezes por dia para rezar. Até aí tudo bem. Só que o Vasco levou duas porradas e eu o vi reclamando: ‘Esse negócio aí não dá certo, não. Vou voltar para a minha macumba que é mais segura’. Morremos de rir”, conta o ex-lateral, às gargalhadas.

O enterro será à 9h desta quarta-feira, no Cemitério do Caju.

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