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Time celeste não foi bem com três atacantes em campo nos clássicos contra América-MG e Atlético-MG

O desempenho do Cruzeiro  nos clássicos e atuando com três ataques coloca em xeque o esquema que o técnico Vágner Macini adotou nas últimas seis rodadas. Apesar de ter vencido cinco dessas partidas, contra Atlético-MG e América-MG a equipe celeste só cresceu diante dos rivais a partir do momento em que o treinador abriu mão do esquema.

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Diante do Atlético-MG o time foi para o intervalo perdendo por 2 a 0. Depois que Roger entrou no lugar de Wallyson , o time cresceu e conseguiu chegar ao empate e poderia até ter virado , já que ficou os últimos 11 minutos em campo, considerando os acréscimos, com um jogador a mais. Contra o América-MG o time empatava em 1 a 1 e só conseguiu virar depois que Élber entrou no lugar de Anselmo Ramon .

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Apesar da dificuldade encontrada nos jogos contra os dois principais concorrentes, o técnico Vágner Mancini diz que não vai largar o esquema com três atacantes. Especificamente sobre o duelo com o Atlético-MG, o treinador entende que a apatia do time foi a principal responsável pelo fraco desempenho na etapa inicial, não o esquema de jogo.

“Esse esquema vai ser mantido enquanto eu achar que vale a pena. Não devemos atribuir ao sistema de jogo aquela apatia que tivemos no início. Mesmo se tivéssemos entrado com mais um jogador no meio de campo, poderíamos ter o mesmo resultado. Não vamos atribuir ao esquema, e sim à atitude de cada um, que foi diferente no segundo tempo. Se eu tivesse voltado para o segundo tempo com mais atacantes, talvez a gente teria a mesma performance”.

Parte interessada no assunto, o meia Roger diz que o treinador precisa sim de rever como armar o time diante dos principais adversário. Apesar de, teoricamente, concorrer com um dos atacantes por uma vaga de titular, Roger entende que o Cruzeiro até pode continuar com três homens na frente, desde que pelo menos um volte para ajudar na marcação.

“É um ponto ser questionado, sem dúvida nenhuma. Não dá para descartar essa possibilidade, pois com três atacantes você tem um buraco maior no meio de campo. E contra equipes de mais qualidade se você não preencher o meio de campo e perder o meio em superior numérica, com certeza vai ser envolvido. Mas isso não quer dizer que tenha que abolir os três atacantes, um deles pode voltar um pouco mais. Isso é uma questão de adaptação e de posicionamento dentro do campo”. 

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