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Goleiro atuou contra a Argentina, pelo Superclássico, mas não estavam em campo os melhores jogadores

Jefferson será pela primeira vez titular da seleção brasileira principal contra o México, nesta terça-feira em Torreón (22h30 de Brasília). Nos dois jogos que defendeu o Brasil contra a Argentina, pelo Superclássico das Américas , Mano Menezes pôde chamar somente atletas que atuam no país, o que transformou o time em uma espécie de Seleção B, apesar de contar com Ronaldinho Gaúcho e Neymar. A dor de Julio César abre espaço para um goleiro que há três meses era reserva do reserva e nem jogaria a Copa América.

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“O Victor até me ligou para me dar os parabéns, por essa chance de jogar. Não é numa situação agradável, com a lesão do Julio. Mas estou preparado”, disse Jefferson, 28 anos, e titular do Botafogo depois de ser revelado pelo Cruzeiro (apesar de ter nascido em São Vicente, no litoral de São Paulo) e ter passagem frustrante pelo futebol turco.

Titular da seleção diante do México, Jefferson participou da entrevista coletiva deste domingo
CBF/Divulgação
Titular da seleção diante do México, Jefferson participou da entrevista coletiva deste domingo


Ultrapassagem
Ao citar Victor na entrevista, Jefferson relembra do jogador que foi titular da seleção com Mano Menezes nos quatro primeiros jogos do treinador no comando do Brasil. Victor levou apenas um gol, na derrota de 1 a 0 para a Argentina , mas depois não atuou mais porque Julio Cesar voltou a ser chamado depois de meses “descansando a cabeça” após o fracasso na Copa do Mundo da África do Sul.

Como normalmente Mano chama dois goleiros apenas para os amistosos, Jefferson não teve chance e só foi convocado para a Copa América por causa de uma mudança de regulamento: a duas semanas da competição, disputada em julho na Argentina, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) abriu vaga para um 23° atleta , um terceiro goleiro, como é feito na Copa do Mundo. Ali, nos treinamentos, Jefferson tomou o lugar de Vítor como suplente direto de Julio Cesar.

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“Não sei em qual momento o professor Mano imaginou que eu poderia estar à frente. Acho que ele usa muito como referência a fase do jogador nos clubes. Mas acho que o Victor ainda volta para a seleção, só está um tempo fora”, disse Jefferson.

Nos dois jogos contra a Argentina, nenhum gol sofrido. Dos goleiros que já jogaram com Mano, Jefferson foi o único a não ser vazado. “Não me apego nisso, não. Uma hora vou tomar o gol”, disse. A pouco menos de três anos da Copa do Mundo de 2014, Jefferson acha cedo para sonhar em jogar um Mundial – ele disputou o Mundial sub-20 de 2003, nos Emirados Árabes Unidos, ano que o Brasil foi campeão.

“Vou com calma, tem muito caminho. E preciso estar bem no meu clube para ser lembrado”.

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