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Técnico atribui queda à saída de Felipe. Sem a bola, jogadores correram mais e acabaram se cansando

Disputar duas competições simultâneas ainda mais no fim da temporada pode trazer reflexos negativos à equipe. No caso do Vasco , que briga pelo Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana , o empate em 1 a 1 com o Universidad de Chile, pelo torneio continental, deixou sequelas. O desagaste da equipe no segundo tempo, quando o adversário pressionou e chegou a dominar a partida, fatalmente deixará os jogadores bastante desgastados para o clássico de domingo contra o Fluminense , pela competição nacional.

"Se o time mantivesse o ritmo do primeiro tempo seria uma coisa. Mas como eles fizeram um gol, nossa forma de jogar mudou e isso exigiu demais dos jogadores", comentou o técnico Cristóvão Borges. "Sem a bola, corremos mais, e isso nos desgastou", completou o técnico.

O treinador citou a partida diante do Universitário, nas quartas de final. Na ocasião, o Vasco enfrentou o Botafogo quatro dias depois. Como vencera os peruanos por 5 a 2, o time teve menos desgaste físico e emocional. Já para o compromisso do fim de semana, o quadro será diferente. Um dos motivos para a queda de rendimento cruzmaltino foi a saída de Felipe.

"Na verdade, a dificuldade foi esse controle do jogo. Ele e Juninho são de grande técnica e conseguem administrar o ritmo de jogo. Perdemos esta qualidade e isso dificultou no segundo tempo. Fomos atrás do resultado, nos cansamos mais, e isso é prejudicial", disse o treinador.

O time se reapresenta nesta quinta-feira à tarde. A tendência é que os jogadores sejam poupados nos dois próximos dias para tentar recuperá-los. Com 65 pontos, o Vasco é o vice-líder do Brasileiro. Se perder do Fluminense e o Corinthians empatar com o Figueirense, o título vai para o time paulista.

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