Tamanho do texto

João Paulo e Lucas Roggia são promessas no clube, moram juntos desde os 13 anos e aguardam chance

Roggia tem sete partidas pelo time principal
Alexandre Lops/AI Internacional
Roggia tem sete partidas pelo time principal
João Paulo , meia-atacante, 20 anos. Considerado uma das grandes promessas do Inter , está cotado para ser titular na próxima rodada, domingo, contra o Atlético-PR.

O jovem vem sendo preparado há seis anos nas categorias de base do clube. É considerado uma grande promessa, habilidoso, camisa 10 dos times de base. Sua história se confunde com outra promessa do Beira-Rio. Lucas Roggia , atacante, também 20 anos. Ambos se conheceram na infância, viraram amigos e tiveram a sorte de ter trajetórias iguais no futebol.

“Vim de Serafina Corrêa. Jogava no Gaúcho de passo Fundo, o Lucas também. Fomos recebidos bem. Eu tinha 13 pra 14 anos. Viemos sozinhos. Estávamos em uma galera. Morávamos em seis ou sete no apartamento. Já nos conhecíamos, já éramos amigos, então não passamos tanta dificuldade”, comenta João Paulo.

Vim de Santa Maria. Estou no Inter há sete anos. Estou muito feliz. O pessoal recebe bem. Agora estou no profissional e quero me firmar aqui. Agora só moramos nós dois. Vai crescendo e a coisa vai ficando melhor. A gente tem uma empregada segunda, quarta e sexta. Tem que ter, se não, não tem como”, brinca Lucas Roggia.

Entre para a Torcida Virtual do Inter e convide seus amigos

Grêmio tem a maior torcida do Twitter. Amplie a do Inter

Ambos aguardam por mais chances. João Paulo pode ser titular por conta da ausência de Andrezinho, que está suspenso. Nas poucas oportunidades que tiveram, deixaram boa impressão. Eles jogaram as duas partidas da Copa Audi, na Alemanha . Competição que o Inter terminou em 3º lugar, perdendo para o Barcelona e vencendo o Milan .

O iG traz uma entrevista exclusiva com as promessas do Inter. No bate-papo, eles contam um pouco da rotina de dois garotos que chegaram muito jovens à capital gaúcha, que batalham por um espaço, e que aos poucos estão sendo premiados com mais oportunidades. Na conversa, sai a revelação de que João Paulo não é craque apenas dentro de campo, ele também tem talento na cozinha. Veja:

Roggia tem sete partidas pelo time principal
Alexandre Lops/AI Internacional
Roggia tem sete partidas pelo time principal
iG: Vocês estão “na cara do gol”. Naquele período que o jogador já foi integrado ao grupo principal e está muito próximo de ganhar uma chance. Ficam ansiosos?
João Paulo: Bate um pouco de ansiedade, mas tento manter a calma. Tem que ter os pés no chão pra não atropelar a etapa de transição. Treino com muito empenho pra não atropelar as etapas.

Lucas Roggia: Procuro trabalhar forte. A gente tem que buscar a chance. Tenho certeza que todo mundo está vendo e em breve vai aparecer uma chance.

iG: Vocês tem uma relação próxima. Sempre andam juntos, chegam juntos no treino. São amigos há muito tempo?
João: Vim pra cá com 13 pra 14 anos. Viemos sozinhos (sem os pais). Estávamos em uma galera. Morávamos em seis ou sete no apartamento. Já nos conhecíamos, já éramos amigos, então não passamos tanta dificuldade.

Lucas: Agora estamos só nós. Vai crescendo e a coisa vai ficando melhor. Estamos entre dois, tudo na boa. A gente tem uma empregada segunda, quarta e sexta. Tem que ter, se não, não tem como.

iG: A empregada também deixa a comida pronta? Como se viram no dia a dia?
João: Depende. Às vezes a gente faz alguma coisinha, mas quase sempre saímos pra um restaurante.

Lucas: O João faz umas comidas. É metido a cozinheiro. Faz um salmão, umas coisas mais trabalhadas.

João: O Salmão é especialidade do meu pai, eu aprendi com ele. Mas eu faço também arroz, algumas outras coisas. Faz na grelha, coloca maionese, milho, algumas coisas por cima.

iG: A comida está aprovada?
Lucas: Sim, está. É a especialidade da casa. Agora tem que buscar outros pratos (risos).

iG: Lucas não cozinha nada? Como se vira quando o João viaja?
Lucas: Estou aprendendo ainda. Não dá pra dizer que sai alguma coisa. Quando ele sai eu tenho que procurar o restaurante. Fica melhor.

Roggia tem sete partidas pelo time principal
Alexandre Lops/AI Internacional
Roggia tem sete partidas pelo time principal

iG: Vocês foram alguns dos poucos sobreviventes do time B, que não foi bem no início do ano . Boa parte dos jogadores foram dispensados . Porque acham que ficaram?
Lucas: Estamos mostrando nosso trabalho. Sempre tem alguém vendo. Não desanimamos, pois naquela época descemos pro júnior outra vez. Fizemos boa campanha no estadual de júnior e deu no que deu. Estamos nos firmando no profissional, graças a Deus.

João: Todo esse tempo que temos na base não seria jogado fora por uma sequência de jogos que o time B não foi bem. O clube teve confiança em nós até pelo tempo que já estamos aqui.

Roggia tem sete partidas pelo time principal
Alexandre Lops/AI Internacional
Roggia tem sete partidas pelo time principal
iG: Quais jogadores são exemplos para vocês?
Lucas: Tem vários. Os caras que saíram do Inter: Nilmar, (Alexandre) Pato. O Damião tá numa fase muito boa. Tem o Rafael Sóbis, vários caras bons que saíram aqui do Inter. Busco o exemplo deles dentro e fora de campo.

João: Eu gostava de ver o Zidane jogar. Um meia tem que ter boa visão de jogo, organização no meio-campo pra fazer o time chegar bem na frente.

iG: O futebol está cada vez mais físico. Zagueiros chegam forte, atacantes grandes se destacam. Como os baixinhos contornam? (João Paulo mede 1,71m, Lucas tem 1,77m).
Lucas: Compensa na movimentação. Quanto mais buscar espaço, mais brecha aparece. Tem que ir pro confronto também. A gente é baixo mais tem força. Tromba e vai. Tem que se posicionar e buscar jogo.

João: Faz parte do jogo. No Gauchão é mais pegado, mas no Brasileiro é mais tranquilo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.