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Desde quinta, policiais estão no centro de treinamento para evitar tumultos por protestos de torcedores

O número de torcedores em frente ao centro de treinamento do Corinthians era quase o mesmo dos policiais chamados para a segurança. A pedido do clube, 30 homens da Polícia Militar, metade da Tropa de Choque, trabalhavam na segurança, na tarde desta sexta-feira antes do primeiro treino do time após a derrota para o Tolima na Colômbia.

O primeiro jogador a chegar no centro de treinamento do Corinthians foi Ronaldo . No seu carro, o atacante foi xingado por cerca de 30 torcedores que estavam esperando. Quinze minutos depois, o ônibus do clube com os demais jogadores chegou. Mais gritos de protestos puderam ser ouvidos. Os mais criticados foram Ronaldo, Tite e o presidente Andrés Sanchez. "Ronaldo a maior barriga, o maior salário, o menor futebol", estava escrito em um dos cartazes. 

Do lado de dentro do CT, o Major Arantes coordenava o policiamento. “Estamos desde quinta-feira aqui. Viemos porque o Corinthians pediu, depois que houve a invasão”, afirmou o policial. Na madrugada após a eliminação da Libertadores da América, homens encapuzados entraram no local e depredaram os carros dos jogadores e da comissão técnica.

“Já recomendamos o clube para mudar o local do treino, enquanto a situação não ficar mais calma”, diz o Major Arantes. Segundo ele, os dirigentes do Corinthians afirmaram que, pro enquanto, não pretendem transferir os treinamentos para outro lugar.

Outra recomendação da Polícia Militar foi que todos os atletas chegassem juntos no ônibus do clube. Apenas Ronaldo não seguiu a orientação. “A gente pediu, mas ele não seguiu. O Ronaldo chegou sozinho e quase causou um tumulto. É um time, tem que vir todo mundo junto”, afirmou Arantes.

O Corinthians volta a jogar neste domingo, às 17h, contra o Palmeiras, no Pacaembu.

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