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Técnico evitou falar sobre permanência no cargo e avaliou que eliminação se deveu à "eficiência" da seleção belga e ao goleiro Courtois: "Fez a diferença"

Técnico Tite durante o jogo da seleção brasileira contra a Bélgica na Copa do Mundo
André Mourão/MoWA Press - 6.7.18
Técnico Tite durante o jogo da seleção brasileira contra a Bélgica na Copa do Mundo

O técnico Tite creditou a  eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo à "eficiência" da seleção da Bélgica e também à atuação do goleiro Courtois. Em entrevista coletiva concedida após a partida disputada nesta sexta-feira (6), o treinador exaltou a atuação de sua equipe e evitou falar sobre sua continuidade no cargo. "Não falo absolutamente nada a respeito de futuro. Esse é um momento de emoção", afirmou.

"Foi um grande jogo e tivemos grande parte dele dominando. Na efetividade, a Bélgica conseguiu traduzir isso em gol. O jogo de futebol não é só marcar pontos e vencer. Por vezes, tu pega um goleiro em uma noite iluminada. Para mim, o Courtois fez a diferença", analisou Tite , que isentou o meio-campista Fernandinho (autor de gol contra a favor da Bélgica) de culpa pela eliminação. "O Fernandinho joga muito. Temos que analisar o conjunto da obra."

O treinador mencionou mais de uma vez o sentimento "doído" e "amargo" deixado pela eliminação brasileira e evitou comentar sobre a arbitragem, que deixou de marcar dois supostos pênaltis em lances envolvendo Gabriel Jesus e Neymar. Sobre esses lances, Tite apenas disse que gostaria de que o árbitro assistente de vídeo (VAR) tivesse entrado em ação.

Tite também foi questionado sobre a suposta 'falta de sorte' da seleção em alguns lances, como em uma bola de Thiago Silva que bateu na trave ou no próprio gol contra anotado por Fernandinho. "Sorte é uma maneira educada de as pessoas desprezarem a nossa competência. O Courtois não teve sorte, ele esteve bem. Não teve sorte a Bélgica. Teve competência, teve efetividade", comentou. 

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Período de Dunga na seleção atrapalhou?

O técnico também comentou sobre o fato de não ter sido contratado para treinar a seleção imediatamente após a Copa de 2014 (Dunga foi o substituto de Felipão após os 7 a 1 no Mineirão).

"Toda vez que o técnico tem um tempo maior, ele consegue desenvolver um trabalho melhor. Quanto mais tempo você tem com um atleta, mais você consegue conhecê-lo. Mas entre o ideal e o real... A minha realidade foi assumir em determinado momento e eu aceitei de coração aberto. Esse é o primeiro jogo oficial que a gente perde", destacou Tite . "Talvez tenha faltado competência em algum momento, mas dedicação plena, não."

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