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Comandada por 'safra de 1992', seleção brasileira enfrenta badalada geração belga, que tem na Rússia a última chance de corresponder à expectativas; Tite escala Marcelo e Fernandinho, enquanto Bélgica pode ter troca dupla

Neymar e Hazard travam duelo de camisas 10 no confronto entre Brasil e Bélgica nas quartas de final da Copa
Divulgação/Fifa.com
Neymar e Hazard travam duelo de camisas 10 no confronto entre Brasil e Bélgica nas quartas de final da Copa

As seleções de Brasil e Bélgica se enfrentam a partir das 15h desta sexta-feira (6), no horário de Brasília, no maior desafio da geração de Neymar e Coutinho até então: a luta pela sobrevivência na Copa do Mundo e a consequente vaga na semifinal.

O aguardado confronto entre Brasil e Bélgica , válido pelas quartas de final do Mundial , será realizado na Arena Kazan e marca o duelo entre duas gerações que tentam, na Rússia, provar que merecem a badalação que recebem.

A seleção brasileira conta com 11 jogadores nascidos na década de 1990, com destaque especial para a 'safra' de 1992, que cedeu ao time comandado por Tite o goleiro Alisson, o volante Casemiro e a dupla Neymar e Coutinho . Esses dois últimos atuaram juntos desde as seleções de base e são as principais esperanças de uma equipe em que, até o momento, é a experiente dupla de zaga formada por Thiago Silva e Miranda (os mais velhos do elenco, com 34 anos cada) que vem se destacando.

O técnico Tite confirmou na véspera da partida que levará a campo o mesmo time que jogou as oitavas de final contra o México, mas promoverá com o retorno de Marcelo na lateral esquerda e a entrada de Fernandinho na vaga de Casemiro, que está suspenso. O treinador  perdeu o lateral Danilo para o restante do Mundial devido a uma lesão no tornozelo esquerdo, mas já estava disposto a ir a campo com o corintiano Fagner.

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Do outro lado do confronto, a Bélgica vê na Copa 2018 talvez a última grande chance de fazer sua estrelada geração brilhar. A equipe comandada por Roberto Martínez tem nomes de grande destaque em seus clubes, como De Bruyne, Hazard e Lukaku, mas que até hoje não conseguiram alcançar um grande resultado com a seleção. Os belgas caíram exatamente nas quartas de final da última Copa do Mundo, em 2014, e também foram eliminados nessa mesma fase na Eurocopa de 2016.

Após se classificar no sufoco com uma virada no último lance por 3 a 2 contra o Japão, o técnico Roberto Martínez estuda promover a efetivação de Chadli e Fellaini (que saíram do banco para marcar gols contra a seleção japonesa) ao time titular. Caso isso se confirme, devem sair dos 11 iniciais o ponta Carrasco e o atacante Mertens.

Além de ser um embate de gerações, o duelo na Arena Kazan será também o encontro entre a melhor defesa e o melhor ataque da Copa do Mundo. O Brasil foi vazado apenas uma vez em quatro jogos neste Mundial (assim como o Uruguai), já a seleção da Bélgica anotou até agora 12 gols (cinco a mais que o Brasil).

A Bélgica venceu o Brasil apenas uma vez na história , em 1963, em um amistoso (houve ainda três vitórias brasileiras na história do confronto). Apesar do retrospecto negativo, desta vez os belgas vão entrar em campo realmente acreditando que podem deixá-lo com a vitória, conforme reportou o jornalista Simon Massart ao site oficial da Fifa.

Ficha técnica de Brasil e Bélgica (Quartas de final)

Data: Sexta-feira, 6 de julho, às 15h (horário de Brasília)
Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)
Prováveis escalações:

Brasil – Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

Bélgica – Courtois; Vertonghen, Kompany, Alderweireld; Witsel, De Bruyne, Chadli (Carrasco), Meunier; Fellaini (Mertens), Hazard e Lukaku. Técnico: Roberto Martínez.

O vencedor do confronto entre Brasil e Bélgica enfrentará na semifinal a seleção que se classificar no jogo entre Uruguai e França . O duelo da semifinal será realizado às 15h (horário de Brasília) da próxima terça-feira (10), em São Petersburgo. 

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