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"Esse deve ser um jogo de virilidade, de homens. E não com tanta palhaçada", reclamou o treinador do México após eliminação nas oitavas de final da Copa

Técnico Juan Carlos Osorio em entrevista coletiva após eliminação do México nas oitavas de final da Copa
Divulgação/Selección Nacional de México
Técnico Juan Carlos Osorio em entrevista coletiva após eliminação do México nas oitavas de final da Copa

O técnico Juan Carlos Osorio ficou na bronca com a arbitragem do jogo que decretou a eliminação da seleção do México diante do Brasil, nesta segunda-feira (2) , em Samara. Em entrevista coletiva após a derrota por 2 a 0 de sua equipe, o treinador reclamou do tempo perdido em lances de faltas em jogadores brasileiros, o que ele classificou como "palhaçada".

Juan Carlos Osorio avaliou que o México "controlou boa parte do jogo", mas disse entender que seus jogadores perderam o foco devido às marcações do juiz italiano Gianluca Rocchi. Sem citar nomes, o treinador colombiano fez referência a Neymar ao protestar contra supostas 'encenações'.

"Creio que é uma vergonha para o futebol o tanto de tempo que se perde com apenas um jogador. Penso que a perda da intensidade que tivemos no primeiro tempo tem muito a ver com a arbitragem, que foi deixando os jogadores fartos em seguidas ocasiões", disse o treinador.

Ao reclamar das paralisações no jogo, o técnico da seleção mexicana chegou até mesmo a mencionar o lance em que o camisa 10 brasileiro precisou de atendimento médico após sofrer um pisão do meio-campista Layún .

"Foram várias situações em que a retomada do jogo foi muito atrasada. Teve uma jogada em que se levou quatro minutos para voltar ao jogo, e isso não é um bom exemplo para o mundo do futebol. Sobretudo para as crianças que estão nos assistindo, porque esse deve ser um jogo de virilidade, de determinação, de homens, e não com tanta palhaçada", protestou. 

"Faltou a qualidade extra que eles têm"

Sobre o jogo em si, Osorio se mostrou satisfeito com o futebol apresentado pela sua equipe e avaliou que foi a qualidade individual dos jogadores de frente do Brasil que fez com que a balança pendesse para o lado sul-americano.

"Encarar de frente uma equipe como o Brasil é algo que fala muito bem da postura e da atitude do México. Creio que nos faltou a eficácia e essa qualidade extra que eles têm no último terço do campo. Devemos lembrar dos clubes onde eles jogam", disse Juan Carlos Osorio , citando a presença de atletas nos grandes centros do futebol como algo desejável para a preparação de seleções para a Copa do Mundo. "Devemos ter mais jogadores mexicanos na Europa para que eles estejam competindo, assim como fazem os brasileiros, nas melhores ligas e nas melhores equipes do mundo", opinou.

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