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Meio-campista se disse "privilegiado" em disputar segunda Copa após passar por fiasco de 2014 e período na China, e diz que pode subir menos ao ataque

Paulinho durante entrevista coletiva em Sochi, onde a seleção brasileira se prepara para a Copa do Mundo
André Mourão/MoWA Press - 13.6.18
Paulinho durante entrevista coletiva em Sochi, onde a seleção brasileira se prepara para a Copa do Mundo

O meio-campista Paulinho disse considerar que a seleção brasileira chega mais confiante para a Copa do Mundo da Rússia do que estava no Mundial disputado no Brasil, em 2014. O jogador de 29 anos de idade, que estava presente no 7 a 1 contra a Alemanha, falou bastante em entrevista concedida nesta quarta-feira (13) sobre o período em que jogou na China e reconheceu que a chegada de Tite à seleção foi importante para que ele voltasse a vestir a camisa verde e amarela.

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"Quando eu saí do Tottenham para ir para a China, eu sabia que isso ia me distanciar da seleção, mas o meu maior objetivo era jogar, porque eu não estava jogando e queria uma sequência. O meu foco era esse, para, aí sim, retornar à seleção brasileira. Quando o Tite chegou, não é que eu comecei a trabalhar mais, eu continuei tentando manter um alto nível. Mas eu sabia que ia estar sendo observado e resgatei minha confiança", explicou Paulinho .

O jogador que atualmente está no Barcelona se disse feliz pelo seu momento pessoal após uma passagem ruim pelo futebol inglês e o período na China, onde jogou pelo Guangzhou Evergrande. O meio-campista fez ainda questão de reforçar que o fracasso na Copa do Mundo de 2014 é uma página virada na seleção.

"A pressão na seleção brasileira sempre vai existir. O que a gente fez nesses quatro anos foi deixar o passado de lado. Nós perdemos e agora temos uma nova oportunidade", disse o camisa 15 da seleção. "As críticas houve em vários clubes por onde eu passei. Houve desconfiança no Corinthians, no Tottenham... Mas eu estou focado em fazer o meu trabalho. Não me sinto pressionado, mas privilegiado por chegar à Copa no melhor momento da minha vida e da minha carreira", completou.

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Modo de Paulinho jogar muda com Coutinho em campo, diz camisa 15

Ao falar sobre a atual equipe da seleção, Paulinho destacou que a "parceria e amizade" entre os atletas fazem desse grupo "um dos melhores" em que ele já esteve. 

"Estamos concentrados para fazer uma ótima Copa do Mundo. As expectativas são as melhores possíveis. A seleção brasileira vem produzindo um grande futebol. Um futebol consistente e um futebol alegre, então eu acho que estamos no caminho certo", avaliou.

Titular na equipe de Tite, Paulinho disse que o técnico ainda não bateu o martelo em relação ao time da estreia contra a Suíça, no domingo (17), e confirmou que pode ser obrigado a avançar menos para o ataque caso o treinador opte pela formação com ele, Casemiro e Coutinho no meio de campo.  

"O que eu mais quero aqui dentro da seleção brasileira é ajudar, então eu não vejo problema nenhum em guardar mais a posição para dar liberdade para o Coutinho. O professor Tite me conhece muito bem. Ele sabe a minha característica e sabe o que eu posso fazer e oferecer para a equipe. Mas, independente dos nomes, a certeza é que ele tem jogadores suficientes para fazer o que ele pede. Ele tem 23 homens que sempre vão lutar pela seleção brasileira."

Paulinho não quis polemizar a respeito da demissão do técnico da Espanha, Julen Lopetegui, às vésperas do Mundial, mas ainda assim colocou os espanhóis como um dos favoritos à conquista da Copa, ao lado da Alemanha, da França, da Bélgica, e do próprio Brasil.

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