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Analistas da entidade máxima do futebol dizem que a seleção "exorcizou os fantasmas" do 7 a 1 com performances "excepcionais" sob a liderança de Tite

Jogadores do Brasil comemoram um dos gols diante da Áustria em último amistoso pré-Copa
Pedro Martins / MoWA Press
Jogadores do Brasil comemoram um dos gols diante da Áustria em último amistoso pré-Copa

A Fifa publicou em seu site nesta segunda-feira (11) uma análise sobre as quatro seleções favoritas a conquistar a taça da Copa do Mundo na Rússia. Esse seleto grupo, de acordo com os analistas da entidade máxima do futebol, é formado pela seleção brasileira, pela atual campeã, Alemanha, pela Espanha e a França.

A Fifa  destaca que a  seleção brasileira atravessou uma "transformação sob a astuta liderança" do técnico Tite e considera que o Brasil "exorcizou os fantasmas" do traumático 7 a 1 sofrido na última Copa do Mundo com performances "excepcionais".

"Entre essas exibições está a recente vitória por 1 a 0 sobre os atuais campeões mundiais, em Berlim. Gabril Jesus, o autor do gol dessa partida, Alisson e Coutinho também elevaram a proeminência da equipe desde a última Copa do Mundo, e se somam a vários outros ótimos jogadores que formam uma forte, bem balanceada e unida seleção", exaltam os analistas.

A entidade máxima do futebol destacou Neymar como a "peça-chave" da equipe e rasgou elogios ao camisa 10, lembrando que houve um "receio coletivo" quando o "talismã brasileiro" sofreu uma lesão no pé no fim da temporada pelo PSG, em fevereiro.

"Aos 26 anos, Neymar já tem 55 gols por seu país e agora divide com Romário a quarta posição na lista de maiores goleadores do Brasil. Seu retorno com gol diante da Croácia e seu tento contra a Áustria nos amistosos recentes, ambos demonstrando habilidades brilhantes, lembraram a todos a soberba capacidade do jogador para o extraordinário", escreveram os especialistas da entidade máxima do futebol.

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Alemanha "indiscutivelmente mais forte", Espanha e França

A equipe responsável pelas análises das seleções considera que a Alemanha chega à Rússia com um elenco "indiscutivelmente" mais forte que aquele que se sagrou campeão em 2014. Mas pondera que defender o título mundial é uma tarefa "notoriamente" difícil, tendo o Brasil de Pelé e Garrincha sido o último a conseguir tal feito, em 1962.

Sobre a França, a Fifa diz que a expectativa sobre os Bleus é natural uma vez que a seleção está "repleta de talentos individuais", mas pondera que o técnico Didier Deschamps precisará encontrar uma fórmula para extrair o melhor de sua "matriz deslumbrante de estrelas". O craque da equipe é o atacante Griezmann, que "já provou ser um homem de grandes ocasiões. "Dinâmico e mortal, espera-se novamente que este veloz atacante seja o líder desse talentoso esquadrão."

A quarta e última favorita apontada pelos analistas é a Espanha, que chega à Copa do Mundo após "exibições exuberantes" nas Eliminatórias e em amistosos contra grandes oponentes". A Fifa entende que o técnico Julen Lopetegui "parece ter encontrado a perfeita combinação" entre os heróis nacionais que conquistaram três títulos de importância entre 2008 e 2012 com uma nova geração de bons jogadores. "A Espanha fortaleceu a crença de que sua fome pela glória e seu enorme talento podem fazer a seleção ir longe neste Mundial", finaliza o texto.

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