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Melhor desempenho do país em competições aconteceu nas edições de 2005 e 2013 da Copa Ouro, anos em que chegou à final e perdeu para os EUA

Torcida do Panamá comemorou muito a classificação à Copa de 2018 e ganhou até um feriado nacional
Reprodução/Twitter/FifaWorldCup
Torcida do Panamá comemorou muito a classificação à Copa de 2018 e ganhou até um feriado nacional

O frio na barriga e a empolgação de quem vai experimentar pela primeira vez a emoção de participar de uma Copa do Mundo . Esse é o sentimento que deve estar presente no elenco e na população do Panamá, país localizado na América Central. Com uma história de pouquíssima tradição no cenário mundial do futebol, a seleção panamenha é considerada uma das principais zebras do torneio.

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Com uma população de pouco mais de quatro milhões de habitantes, o Panamá faz divisa com países como a Costa Rica e Colômbia, e está localizada em ponto estratégico para a logística local.

Dentro das quatro linhas, a história da seleção não tem muitas páginas a serem contadas. Pela Copa Ouro, torneio que reúne seleções das Américas Central e do Norte, a seleção acumula nove participações. Em duas delas, os panamenhos se destacaram.

Nas edições de 2005 e 2013, o país o foi finalista da competição, mas perdeu nas duas oportunidades para os Estados Unidos. O desempenho dos panamenhos nas eliminatórias para a Copa da Rússia foi surpreendente, e a classificação veio com uma pitada de sorte. Na última rodada, venceram a Costa Rica, mas só a vitória não era suficiente.

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Foi aí que os deuses do futebol agiram e fizeram com que Trinidad e Tobago, lanterna das eliminatórias da América Central e do Norte, batesse os Estados Unidos de maneira inesperada. O tropeço dos americanos garantiu a classificação do país. Na campanha que resultou na vaga inédita, foram três vitórias, quatro empates e três derrotas.

Apesar de um plantel recheado de jogadores desconhecidos no cenário mundial, a seleção aposta no conjunto. A maioria dos jogadores que está no time atua pela seleção há muito tempo. É o caso do atacante Gabriel Torres, de 29 anos, que defende o Huachipato, do Chile, mas acumula passagens por times da América do Sul e Central. Torres joga na seleção nacional desde 2005 e tem 14 gols em 71 partidas.

Por ser um dos times de menos prestígio de todo o torneio, o Panamá não deve conseguir grandes resultados no Grupo G, que ainda tem Bélgica, Inglaterra e Tunísia. As vagas para as oitavas de final devem ficar com os europeus, mas justamente por não jogar sob forte pressão como as grandes seleções, pode haver surpresas.

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Terminar a fase de grupos em terceiro lugar pode ser considerado um bom resultado para uma equipe que não tem grandes perspectivas no Mundial. O primeiro jogo do Panamá será dia 18 de junho, ao meio-dia, contra a Bélgica.

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