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Para desenvolver as ações de combate ao racismo, Fifa firmou uma parceria com a Fare Network, organização que atua contra a discriminação no futebol

Copa do Mundo de 2014, no Brasil, teve campanhas contra o racismo durante as partidas do torneio
Reprodução/CNN
Copa do Mundo de 2014, no Brasil, teve campanhas contra o racismo durante as partidas do torneio

A Copa do Mundo terá ações de combate ao racismo e favoráveis à diversidade implementadas pela Fifa. A entidade anunciou que vai colocar observadores espalhados pelo estádio para identificar pessoas que cometam delitos raciais.

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Com as estratégias adotadas, os árbitros terão o direito de interromper ou até mesmo encerrar as partidas caso sejam identificados atos discriminatórios por parte dos torcedores presentes nos estádios da Copa do Mundo .

"No ano passado, na Copa das Confederações, a atmosfera foi muito amigável", afirmou a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura. "A Fifa tem uma abordagem de tolerância zero à discriminação e isso é algo que levamos muito a sério. Além das medidas educacionais que incluem um guia de boas práticas, temos sistemas em vigor para reagir e sancionar atos discriminatórios, bem como medidas para garantir um ambiente livre de discriminação na Copa do Mundo", prosseguiu.

Para desenvolver as ações de combate ao racismo, a Fifa firmou uma parceria com a Fare Network, uma organização que trabalha há anos contra a discriminação no futebol. Foi decidido que haverá três observadores nos estádios a cada jogo. Eles serão responsáveis por avaliar o comportamento dos torcedores das duas seleções e informar atos discriminatórios aos seguranças.

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A participação dos árbitros pode ser feita de três maneiras diferentes. A princípio, eles podem parar o jogo e pedir para que o estádio solicite o encerramento dos comportamentos discriminatórios. Caso não haja colaboração, ele pode suspender o jogo até que os atos cessem e, em caso de persistência, finalizar a partida.

"Temos um forte sistema de monitoramento no local. Além disso, todos que fazem parte da organização do jogo, incluindo funcionários, voluntários, equipes, mordomos e pessoal de segurança foram informados e treinados para garantir que, se ocorrerem incidentes discriminatórios, a ação correta seja tomada rapidamente", explicou Federico Addiechi o chefe de sustentabilidade e diversidade da Fifa.

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As informações de combate costam na nova edição do Guia de Boas Práticas da Fifa sobre Diversidade e Anti-Discriminação, que foi publicado no site oficial da entidade e distribuída a todas as associações filiadas. Durante as quartas de final da Copa do Mundo , a entidade também planeja um protocolo especial antes dos jogos para celebrar o Dia do Combate à Discriminação.

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