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Além disso, a israelense Comtec exige ressarcimento total dos US$ 2 milhões pagos aos argentinos, o que faz a seleção avaliar jogar a partida após a Copa

Em reunião com o presidente da AFA, atletas argentinos pediram para que amistoso não fosse realizado
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Em reunião com o presidente da AFA, atletas argentinos pediram para que amistoso não fosse realizado

O amistoso entre Israel e Argentina que aconteceria no próximo sábado (9) mas foi cancelado continua pautando polêmicas. Segundo os argentinos da "TyC Sports", a Comtec, empresa responsável pela organização da partida, anunciou que pedirá para que os "hermanos" sejam suspensos da Copa do Mundo , que terá início na semana que vem.

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A alegação da empresa israelense para pedir a suspensão da Argentina da Copa é de que houve "discriminação religiosa" por parte dos sul-americanos. A partida foi cancelada depois de muitos protestos organizados por palestinos, que consideram o local em que aconteceria o jogo um território ocupado irregularmente por Israel.

De acordo com informações divulgadas por outro veículo argentino, o jornal "Clarín", a seleção recebeu US$ 2 milhões para disputar a partida, o que dá cerca de R$ 7,6 milhões. Temendo prejuízos financeiros, a seleção planeja remarcar o amistoso. Novembro é o mês provável para isso.

Por meio de comunicado, a Comtec condenou o cancelamento do jogo. Além disso,  também pediu para que os argentinos não cedessem ao que chamaram de "terrorismo".

"Há uma forte e estreita ligação entre Israel e Argentina, que já foi testada no passado. Não se pode permitir que o terrorismo possa determinar a agenda global. Hoje é o cancelamento de um jogo em Israel , amanhã será o de um evento significativo na Argentina. Não devemos desistir", disse a nota.

Segundo a empresa, o cancelamento também prejudica o esporte: "O cancelamento é um golpe sério para quem acredita que o desporto pode realmente unir pessoas e povos. Isso é um sinal claro de rendição ao terror e apenas uma distração".

Entenda o cancelamento

A decisão de cancelar o jogo foi sacramentada após uma reunião entre os jogadores da seleção e Claudio Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA). Na conversa, os atletas disseram não querer entrar em campo no amistoso. A justificativa seria o receio de confusões na partida e no entorno do estádio.

O atacante Gonzalo Higuaín, uma das estrelas do time, foi um dos que se posicionaram de forma favorável ao cancelamento. "No fim das contas, acho que a decisão final foi correta, e agora este jogo é passado. Acredito que em primeiro lugar está a saúde dos jogadores e o sentido comum, por isso achamos que decisão certa era não ir", disse o jogador em entrevista à "ESPN". 

Antes da reunião entre jogadores e entidade máxima do futebol argentino, o pedido de cancelamento da partida já havia sido feito pela Associação de Futebol da Palestina . A entidade considerou o jogo uma afronta ao país.

"O jogo é uma celebração ao 70ª aniversário da criação do Estado de Israel . Para nós, é inaceitável realizar esta partida em Jerusalém, que é um território ocupado e é triste ver que uma equipe, que conta com o carinho e apoio de tantos cidadãos palestinos e árabes, participar de uma violação ao direito internacional", afirmou Husni Abdel Wahed, embaixador da Palestina na Argentina, a uma rádio local.

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O maior craque da seleção, Lionel Messi, recebeu até mesmo um apelo especial para que não jogasse a partida. Um grupo formado por 70 crianças palestinas enviou uma carta para o jogador com o pedido.

"Não sabemos se já ouviu falar dela (a cidade), mas temos certeza que vai ouvir, porque segundo nos disseram, você vai jogar com seus companheiros em Malha, em um estádio construído sobre a nossa aldeia destruída", afirma a carta das crianças sobre o Estádio Teddy, na parte ocidental de Jerusalém, onde seria realizado o amistoso.

Agora, devido ao cancelamento da partida, a seleção precisará se virar para não ser prejudicada na preparação para a Copa do Mundo. O técnico Jorge Sampaoli vai pedir para que haja um novo confronto amistoso. A ideia é que o jogo ocorra em Barcelona, cidade em que a seleção se prepara a Copa. 

No Mundial, os argentinos estão no Grupo D, ao lado de Croácia, Islândia e Nigéria. O primeiro jogo acontece no dia 16 de junho, contra Islândia. A segunda partida, no dia 21, será contra a Croácia. A seleção de Messi encerra sua participação na primeira fase contra a Nigéria, no dia 26.

A Argentina chega à Copa do Mundo com a intenção de quebrar um jejum que já dura 25 anos, contando com um vice-campeonato em 2014, no Brasil: a Copa América de 1993 foi o último título conquistado pela equipe.

Depois de uma campanha irregular, com diversos empates, a seleção encarou o México no final da competição. Com dois gols de Batistuta, os argentinos derrotaram os mexicanos por 2 a 1 e conquistaram o que é até hoje sua última taça levantada.

Os argentinos voltaram a disputar uma final de Copa do Mundo somente em 2014. Liderados por Messi, acabaram derrotados por 1 a 0 pela Alemanha e não conseguiram por fim ao jejum. A saga do país em busca de títulos prosseguiu nos anos seguintes, com os argentinos chegando nas finais das Copas Américas de 2015 e de 2016, perdendo ambas para o Chile. 

No entanto, a campanha irregular nas Eliminatórias, somada ao desempenho pouco convincente do time nos últimos meses, deixa os argentinos com uma pulga atrás da orelha. Com um time cheio de estrelas, os argentinos garantiram sua participação na Copa apenas na última rodada das Eliminatórias, após vencerem o Equador, em Quito, por 3 a 1.

O herói da classificação foi Lionel Messi, que marcou os três gols do time na partida. Para se ter uma ideia, ao final da penúltima rodada do torneio, os argentinos estavam na sexta colocação, posição que deixava o país fora do Mundial . Nas Eliminatórias, foram sete vitórias, sete empates e quatro derrotas, com 19 gols marcados e 16 sofridos. No final das contas, o país ficou com a terceira colocação e evitou o vexame de não ir à Copa.

Repletos de estrelas no ataque, os argentinos sofre com a inconsistência defensiva. Messi deve ser decisivo para a seleção albiceleste, já que a equipe mostrou-se dependente do craque para impor seu ritmo de jogo.

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O camisa dez do Barcelona terá ao seu lado craques como Dí Maria, Sergio Agüero, Gonzalo Higuaín e Paulo Dybala. Favorita para ficar com uma das vagas de seu grupo, a  Argentina  terão que tomar cuidado com seus adversários. Todos possuem condições de surpreender e a disputa pela segunda vaga do grupo promete ser bastante equilibrada

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