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Presidente da Fifa comentou sobre proposta da Conmebol de antecipar o aumento no número de equipes, medida aprovada somente para 2026

A Confederação Sul-Americana de futebol (Conmebol) propôs antecipar a mudança no número de participantes na Copa do Mundo já para 2022 - a proposta com 48 seleções ao invés de 32 foi aprovada para 2026. Mas, nesta segunda-feira, o presidente da Fifa , Gianni Infantino, afirmou que, se o Catar, país-sede, negar a antecipação, a mudança não acontecerá.

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Gianni Infantino falou sobre a mudança proposta pela Conmebol já para a Copa de 2022
Reprodução
Gianni Infantino falou sobre a mudança proposta pela Conmebol já para a Copa de 2022

"Existe um contrato. Concedemos a eles um Mundial com 32 equipes e não há nenhuma possibilidade de impor 48. Os contratos existem para serem respeitos", disse Infantino durante evento em Zurique, na Suíça.

Antes de a bola rolar na Rússia, dia 14 deste mês, haverá um Congresso da entidade máxima do futebol em Moscou. Nele, será discutido a proposta da Conmebol de antecipar a ampliação do número de participantes no Mundial de 32 para 48 em quatro anos.

"Para mim, o que os membros do Conselho decidirem está bom. Acredito que a proposta da Conmebol é interessante e pode ser estudada, mas mais equipes significa mais sedes, mais esportes, mais transporte e é uma grande dúvida se o Catar pode fazer isso", acrescentou o dirigente.

Infantino garantiu ainda que o Mundial com 16 equipes a mais não diminuirá a qualidade dos jogos: "Nesta Copa não jogarão equipes fortes como Holanda, Itália, Estados Unidos e Turquia. O que não podemos fazer é não ouvir propostas".

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Ansioso para Copa 2018

Sobre o Mundial que começa no próximo dia 14, o mandatário demonstrou ansiedade e falou que os russos ensinarão ao mundo que vivem em um país acolhedor.

"Nunca antes tinha visto um país fazer tanto, vistos para todo mundo, transporte público de graça, entusiasmo... Raramente tinha me sentido tão relaxado com a organização. Se compararmos com outros eventos do passado, estou confiante", disse e descartou qualquer risco de doping na Copa.

"Todos as medidas têm sido tomadas em comum acordo com a Agência Mundial Antidoping (Wada). Todos os jogadores estão se submetendo a análise de sangue e de urina, sem a intervenção de nenhum russo e fora da Rússia. Estamos fazendo tudo com atenção adicional por causa da situação do passado. Exatamente por isso, acredito que tudo dará certo", acrescentou e terminou falando sobre o sistema de árbitro de vídeo, o VAR.

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"Não resolve todos os problemas do futebol, mas ajuda os árbitros. Eu confio que funcionará. As estatísticas são claras: um grande erro a cada três partidas sem VAR, e uma cada 19 partidas com o VAR", finalizou Infantino .

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