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Com a ausência de Ibra, o grande nome da seleção sueca é o meia Forsberg, que atua no futebol alemão

Seleção da Suécia ficou de fora das Copas de 2010 e 2014, mas retorna no Mundial de 2018
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Seleção da Suécia ficou de fora das Copas de 2010 e 2014, mas retorna no Mundial de 2018

Na Rússia, em 2018, a Suécia voltará a disputar uma Copa após 12 anos fora da competição. E sem sua grande estrela. Para a decepção de muitos, Ibrahimovic não irá disputar o Mundial depois de anunciar que se aposentaria da seleção oao fim da Eurocopa de 2016.

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Será uma grande perda para os apaixonados por futebol e para a seleção nórdica, que não contará com a técnica, habilidade e experiência de “Ibracadabra”. Neste edição do Mundial, a Suécia está no grupo F, ao lado de Alemanha, México e Coreia do Sul. 

No futebol, a seleção sueca é mais conhecida pela tradição em Olimpíadas, já que ganharam dois bronzes, nas edições de 1924 e 1952, e um ouro olímpico, em 1948.

Quando o assunto é Copa do Mundo, a história do país começa em 1934. Após derrotar a Argentina nas oitavas de final, os suecos foram eliminados pela Alemanha por 2 a 1. Quatro anos depois, em 1938, foram eliminados nas semifinais para a Hungria, por 5 a 1. Na disputa pelo terceiro lugar, derrota por 4 a 2 para o Brasil e quarto lugar na classificação geral. Campeã olímpica, a Suécia voltou a um Mundial dois anos depois.

Em 1950, no Brasil , o time da Europa ficaram com a terceira colocação. Fora em 1954, foram responsáveis por sediar a Copa em 1958. Com o apoio da torcida, a Suécia fez uma ótima campanha e ficou com o vice-campeonato. Na final, derrota para o Brasil, de Pelé e Garrincha, por 5 a 2. A competição marcou a primeira conquista do Brasil e a melhor campanha dos suecos em Copas.

Os azuis e amarelos só retornaram ao Mundial 12 anos depois, em 1970, no México. E a participação não empolgou. Eliminação na primeira fase.

Nas Copas de 1974 e 1978, as participações foram discretas, sem posições de destaque. Fora das duas edições seguintes, os suecos voltaram a uma Copa em 1990, mas não tiveram muitos motivos para comemorar. Três derrotas em três jogos e eliminação na primeira fase.

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Apesar de nunca ter participado da Eurocopa até então, a Suécia foi escolhida como sede em 1992, o que garantiu uma vaga automática para o país. Após perder para a Alemanha nas semifinais, os suecos terminaram na terceira colocação.

Na Copa de 1994, disputada nos Estados Unidos, a Suécia fez uma ótima campanha. Derrotada pelo Brasil nas semifinais, com um gol de cabeça do baixinho Romário, a equipe goleou a Bulgária por 4 a 0 e ficou com a terceiro lugar no torneio.

Ausente em 1998, a seleção voltou a um Mundial em 2002, mas acabou eliminada nas oitavas por Senegal. A Copa de 2006, na Alemanha, foi a última participação dos suecos em Mundiais. Após se classificar em segundo no seu grupo, a equipe encarou os alemães, donos da casa, e não passaram das oitavas de final.

A campanha até a Rússia

Para se classificar à Copa do Mundo de 2018, a Suécia ficou em segundo lugar no grupo A das Eliminatórias Europeias, com seis vitórias, um empate e três derrotas. Campanha que tirou qualquer chance da Holanda de carimbar vaga para o Mundial. Na repescagem, os suecos aprontaram novamente.

A adversária seria a Itália, tetracampeã do mundo e ampla favorita para a vaga na Copa. No entanto, os suecos venceram o jogo de ida, em casa, por 1 a 0. Na partida de volta, em um San Siro lotado, o empate sem gols garantiu a vaga dos nórdicos e deixou a Azzurra de fora do Mundial, algo que não acontecia desde 1958.

Forsberg é o cara

Forsberg, o camisa 10 da Suécia
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Forsberg, o camisa 10 da Suécia

Sem Ibrahimovic, os suecos apostam na força coletiva. Cabe ao meio-campista Emil Forsberg a função de criar as jogadas e municiar o ataque. Habilidoso e que chega à área adversária, o jogador do RB Leipzig, de 26 anos, é peça fundamental no esquema tático sueco.

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Apesar de ter poucos jogos na seleção principal, Forsberg tende a ser a referência técnica da Suécia, que deve lutar com o México pela segunda colocação do grupo F. A Coreia do Sul corre por fora e a Alemanha provavelmente deve ficar com a primeira colocação na chave.

Entre 2017 e 2018, a Suécia disputou 14 jogos, conquistando oito vitórias, com três empates e cinco derrotas - foram 35 gols pró e 15 gols contra.