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Ex-atacante, campeão Mundial em 2006, é acusado de manter vínculos com a máfia italiana 'Ndrangheta e corre risco de ser condenado junto com seu pai

Vincenzo Iaquinta foi jogador da Juventus e disputou 40 partidas pela seleção italiana, tendo vencido a Copa de 2006
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Vincenzo Iaquinta foi jogador da Juventus e disputou 40 partidas pela seleção italiana, tendo vencido a Copa de 2006

Campeão da Copa do Mundo com a Itália em 2006, o ex-atacante Vincenzo Iaquinta pode ser condenado a uma pena de seis anos de prisão. Ele é acusado de manter vínculos com a máfia 'Ndrangheta.

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A prisão foi solicitada pela Direção Distrital Antimáfia (DDA) de Bolonha, no norte do país. Fora o suposto envolvimento com a máfia italiana, Iaquinta também é acusado de ter se envolvido em crimes relacionados com armas de fogo.

Este caso é fruto de um processo da DDA chamado Aemilia, que investiga a infiltração da 'Ndrangheta na região da Emília-Romanha. A investigação é a maior da história já feita contra a máfia italiana no norte da península.

Ao todo, mais de 140 pessoas tiveram seus pedidos de prisão decretados. Um deles, inclusive, é o pai de Iaquinta. Ele pode ser condenado a uma pena de 19 anos de reclusão. Diversos suspeitos são acusados de terem ajudado a 'Ndrangheta a lucrar ilegalmente com projetos de reconstrução de edifícios na Emília-Romanha, após dois terremotos terem atingido a região em 2012.

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Outros suspeitos foram acusados de terem ajudado a 'Ndrangheta a se infiltrar no norte do país, onde a presença da organização mafiosa é tradicionalmente mais fraca. Aos 38 anos, Iaquinta se aposentou em 2013 e coleciona passagens pela Udinese, Juventus e Cesena. Na seleção da Itália disputou 40 partidas e marcou seis gols, conquistando, em 2006, na Alemanha, a Copa do Mundo pela Azzurra.

Ordem de prisão no Brasil

No Brasil, um jogador recebeu ordem de prisão recentemente. O experiente atacante Marcelinho Paraíba, de 43 anos de idade e que atua no Treze, de Campina Grande, foi condenado por não pagar pensão alimentícia. O detalhe é que, após a condenação, o jogador simplesmente "desapareceu".

Quem confirmou o sumiço de Marcelinho Paraíba foi o próprio advogado do Treze, Afonso Vilar, que representa o atleta neste processo. O mandado expedido pelo juiz Cláudio Pinto Lopes, da Vara de Família da cidade paraibana, se tornou público na sexta-feira passada.

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"Eu mantive contato com ele na sexta-feira, quando disse que o mandado de prisão estava expedido. Orientei a ele que havia duas formas de resolver: ou pagar o valor ou então se recolher e aguardar uma definição, o que acredito tenha sido a opção dele", comentou Afonso Vilar ao Jornal da Paraíba.

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