Tamanho do texto

Atacante e presidente da federação peruana tiveram reunião hoje com Gianni Infantino, presidente da Fifa; entidade não vai reverter punição

Paolo Guerrero foi flagrado no exame antidoping e suspenso por um ano pela Fifa
CONMEBOL/DIVULGAÇÃO
Paolo Guerrero foi flagrado no exame antidoping e suspenso por um ano pela Fifa

O atacante Paolo Guerrero não disputará a Copa do Mundo 2018. Essa é a palavra final da Fifa, cujo presidente, Gianni Infantino, esteve reunido durante cerca de uma hora e meia com o atleta e com o presidente da Federação Peruana de Futebol (FPF), Edwin Oviedo , nesta terça-feira (22) em Zurique, na Suíça.

Em nota, a Fifa afirmou que Infantino manifestou durante a reunião sua "profunda compreensão" com a decepção de Paolo Guerrero e da seleção peruana frente à punição imposta pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), mas deixou claro que não cabe à Fifa reverter decisões daquela corte.

Guerrero foi suspenso do futebol pelo período de 14 meses após exame antidoping identificar substância proibida no organismo do atleta após partida válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas, no fim do ano passado. O atacante e seus advogados alegam que a substância era advinda de uma folha de coca usada para fazer chá comumente consumido em países da América do Sul e que ele não pretendia melhorar seu desempenho.

A reunião desta terça-feira era a última cartada do atleta para tentar disputar o Mundial na Rússia. "Vou em busca de uma esperança, de uma oportunidade para que me seja liberado jogar o Mundial. É um sonho que sempre lutei para conseguir... E desta vez temos a oportunidade com o Peru, que, depois de 36 anos, vai à Copa. Espero eu poder estar com todo o grupo e espero voltar da Suíça com uma boa notícia", disse o atacante antes de embarcar para a Suíça, na noite de domingo (20).

Apoio a Guerrero

Guerrero vinha contando com o apoio de várias alas do mundo do futebol,  especialmente da Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro). A entidade oficiou a Fifa ainda na semana passada criticando a punição ao atacante, considerada pelo sindicato mundial de jogadores uma medida "injusta" e "desproporcional".

A FIFPro afirmou que a sanção ao centroavante é "altamente danosa" à carreira de Guerrero e "desafia o senso comum", uma vez que a Fifa e o Tribunal Arbitral do Esporte reconhecem que o atleta não sabia que estava ingerindo uma substância proibida e que não houve efeitos sobre a performance do jogador.

Nessa segunda-feira (21), os capitães das seleções da França, da Dinamarca e da Austrália – que integram o grupo do Peru na Copa do Mundo –  também enviaram uma carta à Fifa pedindo a liberação de Paolo Guerrero . O texto foi assinado pelo goleiro francês Hugo Lloris, pelo zagueiro dinamarquês Simon Kjaer e pelo capitão australiano Mile Jedinak.

    Leia tudo sobre: futebol

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.