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Segundo sindicato de jogadores, líderes das seleções da França, Dinamarca e Austrália enviaram carta à entidade máxima do futebol em apoio ao atacante

Paolo Guerrero e advogados alegaram à Fifa que substância flagrada em seu organismo é proveniente de chá de coca
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Paolo Guerrero e advogados alegaram à Fifa que substância flagrada em seu organismo é proveniente de chá de coca

batalha do atacante Paolo Guerrero pelo direito de disputar a Copa do Mundo da Rússia junto à seleção do Peru ganhou um reforço nesta segunda-feira (21). De acordo com a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro), os capitães das seleções da França, da Dinamarca e da Austrália – que integram o grupo do Peru no Mundial – enviaram carta à Fifa pedindo a liberação do centroavante.

De acordo com o sindicato mundial de jogadores, a carta foi assinada pelo goleiro francês Hugo Lloris, pelo zagueiro dinamarquês Simon Kjaer e pelo capitão australiano Mile Jedinak. O apelo se soma a uma série de esforços que a FIFPro, a Federação Peruana de Futebol (FPF) e torcedores estão promovendo junto à Fifa para tentar reverter a punição imposta pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) a Guerrero.

O próprio atacante viajou à Zurique, na Suíça, para participar de uma reunião com o presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, nessa terça-feira (22). O presidente da FPF, Edwin Oviedo, também participará da conversa em busca do perdão ao atleta, flagrado em exame antidoping com substância proibida em seu organismo, no ano passado.

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Punição a Guerrero

A substância apontada pelos exames realizados após a partida entre Peru e Argentina, ocorrida no dia 5 de outubro do ano passado pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, foi a benzoilecgonina, um metabólico da cocaína. O atleta e seus advogados alegam que a substância é proveniente de uma folha de coca utilizada em um chá tomado em vários países da América do Sul.

O centroavante foi suspenso do futebol por um ano e começou a cumprir a sanção no dia 3 de novembro. Em dezembro, no entanto, o Tribunal de Apelação da Fifa decidiu reduzir a pena para seis meses e Guerrero pôde retornar aos gramados neste mês de maio. O caminho para  Paolo Guerrero representar seu país no mundial da Rússia parecia livre, até que, na semana passada, o Tribunal Arbitral do Esporte decidiu ampliar a punição ao atacante para 14 meses.

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