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Alemanha, Espanha, França e Argentina não são o 'mar de rosas' que pintam – e nem o Brasil; listamos razões para crer que essas equipes vão fracassar

Olhe bem para essa taça: ela não será erguida pelo capitão de nenhuma das favoritas nesta Copa do Mundo
Divulgação/Fifa
Olhe bem para essa taça: ela não será erguida pelo capitão de nenhuma das favoritas nesta Copa do Mundo

Faltam apenas 28 dias para o início da Copa do Mundo e muitas das seleções participantes já divulgaram a relação de jogadores que estarão em campo na Rússia.

Dentre as consideradas favoritas a erguer a taça da Copa do Mundo , a atual campeã,  Alemanha, divulgou convocação com 27 atletas e fechará a relação final com 23 jogadores ao fim do prazo estipulado pela Fifa, no dia 4 de junho.

Já a  Argentina de Lionel Messi soltou uma relação inicial com 35 jogadores e revelará sua lista final na segunda-feira (21), mesmo dia em que a Espanha divulgará sua convocação. O técnico da França, Didier Deschamps, anunciou seus 23 convocados nesta quinta-feira (17) . O Brasil de Tite, como todos sabem, já revelou quem serão os 23 atletas na busca pelo hexacampeonato.

Apesar de todos os nomes que estarão no mundial ainda não serem conhecidos, já há elementos suficientes para constatar que essa seleções favoritas não são esse 'mar de rosas' que muitos imaginam. O iG Esporte analisou os pontos fracos de Alemanha, Argentina, França e Espanha e explica por que você pode acreditar que nenhuma dessas será campeã em solo russo. As fraquezas da seleção brasileira estão neste link . Confira abaixo:

Alemanha

7 a 1 da Alemanha em pleno Mineirão foi o ponto alto dessa geração comandada pelo técnico Joachim Löw
COPA 2014/DIVULGAÇÃO
7 a 1 da Alemanha em pleno Mineirão foi o ponto alto dessa geração comandada pelo técnico Joachim Löw

A atual campeã tem um grupo de muita qualidade, é bem verdade, mas não dispõe de um craque capaz de decidir um jogo sozinho, tal como Neymar, Messi ou Cristiano Ronaldo. Aliado a isso, o grupo comandado pelo técnico Joachim Löw chega à Rússia como último ato de uma geração que vem sendo preparada desde o mundial de 2010. É difícil imaginar que o ponto alto deste grupo não tenha sido a Copa de 2014 e o eterno 7 a 1 contra a seleção de Felipão.

O elenco alemão tem ainda alguns jogadores cercados por pontos de interrogações, tal como os titulares Özil e Boateng, que tiveram temporadas bem abaixo de seu potencial. Mais preocupante ainda é a condição do goleiro Manuel Neuer, eleito o melhor arqueiro da Copa de 2014, mas que se lesionou ainda em setembro do ano passado e não entra em campo desde então.

Soma-se a tudo isso o fato de que a Alemanha custou a encontrar um centroavante capaz de substituir o aposentado Miroslav Klose após o título no Brasil. O titular hoje é Timo Werner, um inexperiente jogador de 22 anos que atua no modesto RB Leipizig. Um sinal claro de que a posição preocupa é o fato de Löw ter mais uma vez apelado ao infindável Mario Gómez, de 32 anos, para o banco de reservas.

Leia também: Imprensa internacional questiona escolhas de Tite para laterais da seleção

Argentina

Lionel Messi foi bem na Copa do Mundo de 2014, mas não apareceu na final contra a Alemanha
Danilo Borges/Portal da Copa
Lionel Messi foi bem na Copa do Mundo de 2014, mas não apareceu na final contra a Alemanha

Nem mesmo os fanáticos torcedores argentinos estão lá muito confiantes no tricampeonato mundial. Muito disso por conta da má campanha da seleção nas Eliminatórias, quando os argentinos precisaram torcer por uma vitória do Brasil sobre o Chile na última rodada e conquistaram uma única vitória em suas últimas cinco partidas (amém, Messi!).

Lionel, inclusive, chega mais uma vez à Copa sob a imensa expectativa de dar um título à sua seleção – feito que até mesmo Cristiano Ronaldo já conseguiu com a bem menos badalada equipe portuguesa. Messi fez um ótimo mundial no Brasil, mas sumiu na decisão. Assim foi também nas Copa América de 2015 e 2016. Medo de decidir?

Por fim, o trabalho do técnico Jorge Sampaoli vem sendo altamente contestado pela fragilidade defensiva da seleção. A Argentina conseguiu sofrer incríveis dez gols em seus dois últimos amistosos: derrota de 4 a 2 para a Nigéria e goleada acachapante por 6 a 1 para a Espanha.

França

Técnico Didier Deschamps tende a sentir falta de jogadores experientes como Karim Benzema e Valbuena
Divulgação
Técnico Didier Deschamps tende a sentir falta de jogadores experientes como Karim Benzema e Valbuena

Pogba, Griezmann, Mbappé, Dembelé... Quantos ótimos jogadores tem à sua disposição o técnico Didier Deschamps, não é mesmo? Mas esse é também um dos elencos mais inexperientes que a França já teve em uma Copa do Mundo. Se estiver atrás no placar contra uma seleção como a Argentina (possível adversário nas oitavas de final), quem será capaz de chamar a responsabilidade e acalmar o grupo para enfrentar um time 'catimbando' em campo? Giroud? Matuidi? O próprio Pogba? Talvez seja nesse momento em que Deschamps coçará a cabeça e sentirá falta de ter em seu banco jogadores como Benzema, Valbuena e Payet.

A França, além disso, já mostrou que não é especialmente boa em lidar com o favoritismo. Os franceses conseguiram perder, em casa, a Eurocopa de 2016 numa final frente à mediana seleção de Portugal que não contava nem mesmo com seu maior astro, Cristiano Ronaldo.

Espanha

Iniesta ainda é um grande jogador, mas já se passaram oito anos desde o dia em que ele liderou a Espanha ao título
Divulgação
Iniesta ainda é um grande jogador, mas já se passaram oito anos desde o dia em que ele liderou a Espanha ao título

O maior destaque desse grupo da Espanha é claramente um atleta que esteve em seu auge duas copas atrás: Andrés Iniesta, hoje com 34 anos de idade. Ao seu redor, o agora ex-meio-campista do Barcelona terá vários bons jogadores que nem mesmo são os principais destaques de seus clubes. 

Além disso, a Fúria hoje não causa o temor que despertava alguns anos atrás, quando empilhou os títulos de duas Eurocopas (2008 e 2012) e uma Copa do Mundo (2010). Sinais disso foram as eliminações no mundial do Brasil ainda durante a fase de grupos e na Eurocopa de 2017, quando perdeu para uma Itália que, de tão limitada, nem mesmo se classificou para o mundial da Rússia.

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