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Atacante peruano pegou uma suspensão de 14 meses por doping e viu sem sonho de participar da Copa do Mundo da Rússia ir embora; veja desabafo

Paolo Guerrero se pronunciou pela primeira vez após sua suspensão por doping ser ampliada para 14 meses. O atacante, que agora está fora da Copa do Mundo da Rússia, falou na última segunda-feira (14) ao "Canal N", do Peru , e lamentou a decisão do Tribunal Arbitral do Esporte.

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Paolo Guerrero está fora da Copa do Mundo da Rússia
CONMEBOL/DIVULGAÇÃO
Paolo Guerrero está fora da Copa do Mundo da Rússia


"O futebol para mim é um sonho e continua sendo. Tive a sorte de crescer como jogador. Não consumi nenhum tipo de droga ou substância proibida, jamais tive vontade, porque nunca me chamou a atenção e sempre fui profissional", disse Paolo Guerrero . "Nunca fiz isso", completou.

A decisão, em última instância, é definitiva e não cabe mais recurso, mas, como Guerrero já cumpriu seis meses de suspensão, ele poderá voltar aos gramados daqui a oito meses, ou seja, a partir do ano que vem. O contrato do atacante com o Flamengo acaba dia 10 de agosto.

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Veja a declaração de Paolo Guerrero:

Guerrero fala pela primeira vez após punição
Reprodução/Canal N
Guerrero fala pela primeira vez após punição


"Está na hora de me pronunciar. Estar passando por esta injustiça há seis meses e hoje ter uma decisão dessas, onde o TAS ratifica 14 meses de suspensão para mim é duríssimo. São muitos momentos difíceis para mim e minha família.

Quero falar para a imprensa, meus fãs, torcedores do Flamengo e da seleção peruana, que estão sempre me apoiando, e para as pessoas que rezam por mim.
O futebol para mim é um sonho e continua sendo. Tive a sorte de crescer como jogador. Sinto que meu sonho de jogar futebol e disputar uma Copa com 36 anos foi tirado. Não consumi nenhum tipo de droga ou substância proibida, jamais tive vontade, porque nunca me chamou a atenção e sempre fui profissional. Nunca fiz isso. Aprendi desde novo o que um atleta pode ou não consumir.

O meu futebol aparece pelo meu talento e condição física. Apenas isso. Queria mostrar que durante o processo mostramos várias coisas: que nunca consumi droga, isso foi provado; nunca tive a intenção de melhorar minha performance, porque isso tampouco melhora a performance, e foi provado na Fifa, na Wada e no TAS. Eu estava sob regime da seleção, sob protocolos de segurança e nutrição. Tomei o chá que o garçom não deveria ter servido a um jogador profissional.

Às pessoas que contribuíram para esta vergonhosa injustiça digo que estão me roubando o Mundial e, talvez, minha carreira. Espero que consigam dormir em paz. Estou estudando com meus advogados para decidir os próximos passos".

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