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Orçamento russo saiu mais caro que o previsto e vai ultrapassar os gastos feitos pela organização do Mundial no Brasil, em 2014

Copa do Mundo de 2018 terá a anfitriã Rússia contra Arábia Saudita na partida de abertura, em 14 de junho
Divulgação/Ansa
Copa do Mundo de 2018 terá a anfitriã Rússia contra Arábia Saudita na partida de abertura, em 14 de junho

A Copa do Mundo de 2018 terá início em 14 de junho e nesta quarta-feira (25), o Comitê Organizador Local (COL), divulgou o último orçamento para o maior evento do futebol mundial . Segundo as informações, a Rússia investiu 638 bilhões de rublos, ou seja, o equivalente a R$ 38,4 bilhões para sediar o campeonato.

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Dentro deste valor, estão incluídas as construções dos estádios, infraestrutura de transporte e despesas operacionais das 11 cidades que vão receber partidas da Copa de 2018. Vale ainda ressaltar que o orçamento teve um aumento de R$ 2,95 bilhões em relação ao que havia sido divulgado em fevereiro de 2017, que era de R$ 35,95 bilhões.

Assim sendo, o Mundial russo vai ser mais caro que o do Brasil, em 2014. De acordo com informações divulgadas pelo Governo Federal em dezembro daquele ano, o valor dos custos do evento foram de R$ 27,1 bilhões. Com correção e base no índice de IPCA, este valor equivale a R$ 33,3 bilhões. Já o Tribunal de Contas da União, apresentou o gasto final como de R$ 25,5 bilhões.

"Posso dizer que a maioria dos investimentos vêm de empresas privadas, que investiram em setores de aeroportos, construção de hotéis e grandes estádios como o de São Petersburgo e o do Spartak. Já na parte de transporte é todo um investimento público, assim como em alguns estádios. Mas no geral há mais dinheiro privado", afirmou o presidente do COL, Arkadi Dvorkovich à Folha de S. Paulo .

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Divisão dos 683 bilhões de rublos (R$ 38,4 bilhões) do orçamento:

Infraestrutura esportiva: 265 bilhões (R$ 14,9 bilhões)
Infraestrutura de transporte: 228 bilhões (R$ 12,8 bilhões)
Outras infraestruturas: 74 bilhões (4,16 bilhões)
Despesas operacionais: 116 bilhões (6,5 bilhões)

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"Não se trata apenas de esporte. Estamos melhorando toda a infraestrutura do país. Reformas hospitais, entregamos novas ambulâncias, novas estradas, entre outras coisas", completou Alexei Sorokin, CEO do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2018.

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