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Pepe, Deco, Diego Costa e outros jogadores nasceram no Brasil, mas defendem outros países dentro de campo

A seleção brasileira é uma das mais conhecidas e tradicionais do mundo. Não é para menos, são cinco títulos mundiais e a liderança no ranking de conquistas da Fifa. Por isso, para serem convocados e defenderem a canarinha, os jogadores brasileiros precisam mostrar que merecem, e muito. Mesmo assim, a quantidade de vagas é limitada e alguns ficam de fora

Para viver o sonho de jogar uma Copa do Mundo, alguns jogadores brasileiros aproveitam a cidadania dupla que têm para defender outras seleções. Entre eles estão Pepe, Deco, Alex Santos e Diego Costa, que chegou a ser chamado por Luís Felipe Scolari em 2014, mas preferiu continuar jogando pela Espanha, onde alega ter conseguido tudo que conquistou. 

Inclusive, há a possibilidade de na Copa do Mundo de 2018 três jogadores jogarem pela seleção dona da casa. O lateral Mário Fernandes já é nome praticamente confirmado para o time da Rússia. Além dele, o atacante Ari e o goleiro Guilherme podem ser convocados pelo técnico Stanislav Cherchesov. 

Relembre alguns jogadores que nasceram no Brasil e defendem ou defenderam outra seleção. 

Pepe (Portugal)

 Pepe joga pela seleção de Portugal
Reprodução
Pepe joga pela seleção de Portugal

O brasileiro construi praticamente toda a sua carreira em Portugal. No Brasil jogou apenas no time de base do Corinthians Alagoano, indo morar na europa com apenas 18 anos. Foi chamado para o time B do Club Sport Marítimo e cresceu lá dentro. Jogou muito tempo no Real Madrid, atualmente defende o Besiktas. 

Ganhou cidadania portuguesa em 2007. Pela seleção portuguesa, já desputou duas Copas do Mundo (2010 e 2014) e três  Eurocopas (2008, 2012 e 2016). 

Liédson (Portugal)

Liédson se destacou em times brasileiros, mas defendeu a seleção portuguesa
Site oficial
Liédson se destacou em times brasileiros, mas defendeu a seleção portuguesa

O atacante nascido na Bahia atuou em alguns clubes brasileiros, entre eles Flamengo e Corinthians. Sua história com Portugal começou em 2003, quando tinha 26 anos e acertou com o Sporting. Jogou também pelo Porto, em 2013. 

A cidadania portuguesa veio em 2009, quando ainda jogava pelo Sporting. Pela seleção portuguesa, jogou a Copa de 2010, que aconteceu na África do Sul. 

Deco (Portugal)

Deco jogou 75 vezes e marcou 5 gols pela seleção portuguesa
Reprodução Twitter
Deco jogou 75 vezes e marcou 5 gols pela seleção portuguesa

O meia nasceu no estado de São Paulo e começou a chamar atenção para seu futebol quando jogou pelo Corinthians. Em 1997, aos 20 anos, foi  jogar no Benfica e permaneceu defendendo times portugueses (Alverca, Salgueiros e Porto) por sete anos. 

Nesse período, Deco conquistou a dupla cidadania. Jogou duas Eurocopas (2004 e 2008) e duas Copas do Mundo (2006 e 2010) pela seleção lusa. 

Leia também: Veja lista de craques que devem disputar sua última Copa do Mundo na Rússia

Diego Costa (Espanha)

Diego Costa escolheu defender a seleção espanhola
Divulgação
Diego Costa escolheu defender a seleção espanhola

Em março de 2013 Diego Costa chegou a defender a seleção brasileira em dois jogos amistosos, contra Itália e Rússia. Mas, em julho do mesmo ano, recebeu a cidadanina espanhola e em outubro enviou uma carta para CBF alegando que gostaria de defender a La Roja. Na época era cotado por Felipão para defender a canarinha. 

O atacante justificou a escolha dizendo que tudo que conquistou foi no país europeu. Seu maior destaque foi a participação no Atlético de Madri. Ele atuou na Copa 2014 pela Espanha.

Marcos Senna (Espanha)

Marcos Senna foi um dos destaques da Espanha campeã da Euro 2008
Getty Images
Marcos Senna foi um dos destaques da Espanha campeã da Euro 2008

Nascido em São Paulo, o volante começou a carreira no Brasil, mas aos 26 anos foi jogar no Villareal da Espanha, time que atuou por 11 anos. A dupla cidadania fez com que Marcos Senna fosse convocado para defender a seleção espanhola na Copa de 2006, se tornando o peimeiro brasileiro da história a defender a La Roja. 

Luís Oliveira (Bélgica)

Após a aposentadoria, Luís Oliveira se tornou técnico de futebol
Reprodução Twitter
Após a aposentadoria, Luís Oliveira se tornou técnico de futebol

O único time brasileiro que "Lulú" jogou foi o Tupan, do Maranhão, onde fazia parte da equipe da base. Foi para o Anderlecht, da Bélgica, jogou na base e depois foi para o time principal. Devido aos sete anos de atuação pelo clube, se naturalizou belga. Porém, foi na Itália que passou a maior parte da carreira, defendendo diferentes times do país por 19 anos. 

Na Seleção da Bélgica jogou a Copa do Mundo de 1998. Durante os sete anos de atuação nos "Diabos Vermelhos", o atacante participou de 31 jogos e marcou 7 gols. 

Cacau (Alemanha)

Cacau é um dos jogadores brasileiros que defendeu outra seleção
Getty Images
Cacau é um dos jogadores brasileiros que defendeu outra seleção

Claudemir Barreto já iniciou sua carreira profissional na Alemanha, sendo que aos 18 anos foi contratado pelo Türk Gücü München, um time da quinta divisão do futebol alemão. Depois jogou pelo Nürnberg, mas foi no Stuttgart que o atacante se destacou e ganhou fama. 

Em 2009 Cacau ganhou cidadania alemã e logo depois foi convocado para jogar na seleção da Alemanha. Jogou na equipe por três anos e disputou a Copa do Mundo de 2010, marcando um gol. 

Thiago Motta (Itália)

Thiago Motta foi volante da seleção da Itália na Copa do Mundo que aconteceu no Brasil
Claudio Villa/Getty Images
Thiago Motta foi volante da seleção da Itália na Copa do Mundo que aconteceu no Brasil

O volante nasceu no Brasil, mas sempre esteve muito ligado à Itália. Seu avô era italiano e ele iniciou sua carreira profissional no Juventus, time da colônia italiana paulista, no bairro da Mooca. Ficou conhecido na Espanha, quando jogou pelo Barcelona. Outros times que jogou são Atlético de Madri, Genoa e Internazionale. Hoje defende o Paris Saint-Germain. 

Com cidadania dupla, Thiago chegou a jogar pela seleção brasileira em 2003, mas a partir de 2004 não foi mais convocado. Percebendo que não teria muitas chances, fez um pedido oficial à FIFA para jogar pela seleção da Itália. A entidade aceitou, mesmo ele tendo defendido o Brasil em jogos oficiais, tornando a decisão inédita. 

No ano de 2014, Thiago voltou ao Brasil para jogar a Copa do Mundo que aconteceu no país, mas defendendo a Azzurra. 

Leia também: Cortados! Eles ficaram de fora após estarem na lista de convocação da seleção

Wagner Lopes (Japão)

Wagner Lopes é um dos jogadores brasileiros que defendeu outra seleção
Reprodução
Wagner Lopes é um dos jogadores brasileiros que defendeu outra seleção

O brasileiro que atuava pelo time de base do São Paulo jogou praticamente toda a sua carreira em times do Japão. Durante os 15 anos defendeu clubes como Honda, Bellmare Hiratsuka, Nagoya Grampus Eight, FC Tokyo e Avispa Fukuoka. Durante esse tempo conquistou sua cidadania japonesa. 

O atacante se tornou ídolo no Japão e foi convocado diversas vezes para defender a seleção do país. Foi para a Copa do Mundo 1998 após ajudar os japoneses na classificação histórica para a competição. 

Aposentado, atua como técnico de futebol. Atualmente comando o time do Paraná. 

Alex Santos (Japão)

Alex Santos  defendeu a seleção nipônica de 2002 a 2006
Martin Rose/Bongarts/Getty Images
Alex Santos defendeu a seleção nipônica de 2002 a 2006

Alessandro dos Santos se mudou para o Japão quando tinha apenas 16 anos de idade. O primeiro time profissional da sua carreira foi o Shimizu S-Pulse. Jogou por 12 anos em times japoneses. 

Em 2001 conquistou a cidadania japonesa e um ano depois foi chamado para jogar pela seleção nipônica. O lateral jogou as Copas de 2002 e 2006. 

Túlio Tanaka (Japão)

Marcos Tulio Tanaka defendeu a seleção japonesa de 2006 a 2010
TOSHIFUMI KITAMURA/AFP/Getty Images
Marcos Tulio Tanaka defendeu a seleção japonesa de 2006 a 2010

A história de Marcus Túlio Tanaka é parecida com a de Alessandro dos Santos. Descendente de japoneses por parte de pai, se mudou para o Japão com apenas 15 anos. Passou toda a carreira profissional em times nipônicos. 

Com cidadania japonesa, o zagueiro jogou pela seleção japonesa e foi peça fundamental para que o time chegasse até às oitavas na Copa de 2006. Jogou também a Copa do Mundo de 2010. 

Clayton (Tunísia)

Clayton jogou as Copas de 98 e 2002 pela Tunísia
Reprodução Twitter
Clayton jogou as Copas de 98 e 2002 pela Tunísia

O único time brasileiro defendido pelo zagueiro foi o Moto Clube, do Maranhão. Jogou pelos dois principais times tunisianos, o Étoile du Sahel e o Esperance ST. Devido aos nove anos de atuação no país, ganhou cidadania. 

Jogou as Copas de 1998 e 2002 pela seleção tunisiana. 

Francileudo dos Santos (Tunísia)

Francileudo dos Santos jogou uma Copa pela Tunísia
Reprodução Twitter
Francileudo dos Santos jogou uma Copa pela Tunísia

Dos Santos só jogou no Brasil pela categoria de base do Sampaio Corrêa. Ganhou a nacionalidade tunisiana devido a boa atução no time Étoile du Sahel e porque a seleção da Tunísia precisava de um atacante. Jogou a Copa do Mundo de 2006. 

Eduardo da Silva (Croácia)

Eduardo da Silva a Copa de 2014 pela seleção da Croácia
ReproduçãoTwitter
Eduardo da Silva a Copa de 2014 pela seleção da Croácia

Começou a jogar futebol no Brasil, mas em times cariocas pequenos, participando pouco de jogos de categoria de base. Mesmo assim despertou interesse do  Dinamo Zagreb, equipe da Croácia. Começou jogando no time sub-17, foi emprestado para ganhar experiência e depois efetivado para o time principal, no qual atual mai tempo na carreira. Tem passagens também pelo Arsenal, Flamengo e Atlético Paranaense. 

Um ano após subir para profissional, Eduardo conquistou a cidadania croata. Pariticipou da seleção sub-21 e atuou em diferentes competições, a principal delas foi a Copa do Mundo de 2014. 

Sammir (Croácia)

Sammir pode ser convocado para jogar a Copa de 2018 na Rússia
Reprodução Twitter
Sammir pode ser convocado para jogar a Copa de 2018 na Rússia

O meia-atacante começou a carreira no Brasil e chegou a atuar nas seleções brasileiras sub 17 e sub 18, mas parou por aí. O jogador não se destacou muito pelos times que atuava e acabou sendo emprestado para o time croata Dinamo Zagreb, que depois o comprou. Foi a equipe em que passou o maior tempo da sua carreira. 

Tendo passaporte e nacionalidade croatas, Sammir alegou ter vontade de defender a Vatreni. Em 2012 teve a primeira convocação e em 2014 jogou a Copa do Mundo. 

Benny Feilhaber (EUA)

Benny Feilhaber nasceu no Brasil, mas foi muito cedo para os Estados Unidos
Reprodução Pinterest
Benny Feilhaber nasceu no Brasil, mas foi muito cedo para os Estados Unidos

O meia nasceu no Rio de Janeiro, mas com apenas 6 anos de idade foi morar com os pais nos Estados Unidos. Começou jogando futebol em times americanos de base e participando de campeonatos, em um detes chamou atenção do Hamburgo, time que o contratou e o levou para a Europa. Atualmente defende o Los Angeles FC. 

Naturalizado americano, Benny fez parte das equipes sub 20 e sub 23 dos Estados Unidos. Jogou campeonatos como Copa América, Copa das Confederações e Olímpiadas de Verão. Defendeu a seleção americana na Copa do Mundo de 2010. 

Sinha (México)

Sinha jogou diversas competições defendendo a seleção mexicana
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Sinha jogou diversas competições defendendo a seleção mexicana

O meio-campista começou jogando no time de base do América-RN. Na carreira profissional jogou apenas por equipes mexicanas: Real Saltillo, Monterrey, Toluca e Quarétaro. 

Por ter dupla cidadania, foi chamado para jogar pela seleção mexicana. Desputou a Copa do Mundo de 2006. 

Alexandre Guimarães (Costa Rica)

Além de ter jogado pela seleção da Costa Rica, Alexandre Borges Guimarães treinou a equipe
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Além de ter jogado pela seleção da Costa Rica, Alexandre Borges Guimarães treinou a equipe

O meio campista nasceu no Brasil, mas morou boa parte da vida na Costa Rica, para onde se mudou aos 11 anos. Foi lá também que ele iniciou a cerreira no futebol profissional, jogando apenas em times costariquenhos até a aposentadoria. Hoje em dia trabalha como técnico de futebol.

Alexandre conquistou a cidadania costarriquenha em 1985 e defendeu a seleção do país na Copa de 1990, primeira participação dos Los Ticos na competição. Foi o primeiros dos jogadores brasileiros a atuar contra a seleção brasileira em um jogo de Copa do Mundo. 

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