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Gremista Mário Fernandes hoje sorri ao lembrar de quando resolveu voltar para casa sem avisar diretoria

Ao coroar a boa fase no Grêmio , a convocação para a seleção brasileira também foi a volta por cima na carreira de Mário . O zagueiro, ao comemorar a lembrança do técnico Mano Menezes para a disputa de amistoso com a Argentina, em entrevista coletiva nesta terça-feira, lembrou as dificuldades do início da carreira. Chegou até a brincar com o episódio em que fugiu do Olímpico em 13 de março de 2009.

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“Não posso sumir da seleção, né! Aquilo agora é passado. Tenho de me dedicar, afinal, é a chance da minha carreira e espero aproveitá-la”, disse o atleta de 20 anos.

Depois de ser contratado do São Caetano, em fevereiro daquele ano, o jogador, em menos de um mês, foi convocado para um treino no profissional – Celso Roth era o treinador. Participou normalmente, porém, decidiu voltar para casa. Pegou um avião com destino a Londrina, no Paraná, e foi considerado desaparecido. Acabou encontrado, quatro dias depois, em Jundiaí, em São Paulo, na casa de um tio.

“Vim para o Grêmio de uma maneira complicada. Era jovem e o presidente do São Caetano (Nairo Ferreira) disse que teria de ir a Porto Alegre fazer exames. Quando vi nem tinha me despedido da minha família. Fiquei chateado e decidi voltar. Não queria nem mais jogar futebol”, recordou o jogador, que, na época, ganhou o apelido de “Doril” – dado pelo meia Souza, atualmente no Fluminense.

O caso começou a ser passado quando, quatro meses depois, com Paulo Autori, estreou e brilhou no clássico Gre-Nal. Desde então, o jogador foi personagem da indefinição: zagueiro ou lateral-direito? Com a convocação, pretende fixar posição na “beirada” do campo.

Mário recebeu a notícia da convocação, em casa, ao se preparar para jogar videogame. Ele contou temer o discurso de apresentação – costume dos novatos –, afinal, não é de falar:

“Vai ser a parte mais difícil, com certeza”.

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