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Equipe santista faz menos gols sob o comando do treinador. Na Libertadores, a média é de 1,38 por jogo

O Santos pode ser campeão da Copa Libertadores da América sem apresentar contra os adversários um estilo ofensivo, intitulado pelo presidente do clube, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, como “DNA ofensivo”. Para chegar à decisão contra o Peñarol nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no estádio do Pacaembu, a equipe santista incorporou o estilo Muricy Ramalho , apostando em uma postura mais defensiva.

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Em vez das goleadas, como ocorria nas gerações de Pelé, Robinho e até de Dorival Júnior, quando Neymar e cia. marcaram muitos gols para chegar ao título da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista na temporada passada, a equipe santista que pode conquistar o terceiro título da Libertadores, marcou poucos gols para eliminar os adversários na fase mata-mata da competição, e chegou a passar sufoco para conseguir a vaga.

Até chegar a final da competição, o Santos venceu América, do México, Once Caldas, da Colômbia, e Cerro Porteño, do Paraguai, apenas por 1 a 0 nas partidas de ida das oitavas, quartas e semifinal, respectivamente. Se não bastasse, a equipe sofreu no jogo de volta.

Neymar é a grande arma do ataque santista na Libertadores da América
EFE
Neymar é a grande arma do ataque santista na Libertadores da América
Contra o América, o Santos empatou sem gols no México, e viu o goleiro Rafael fazer grandes defesas e salvar a equipe da eliminação. Já contra o Once Caldas, apesar de jogar melhor, o Santos empatou o jogo de volta por 1 a 1 no Pacaembu, e chegou a assustar o torcedor no final da partida.

Contra o Cerro, o jogo de volta começou mais tranquilo, já que a equipe santista chegou a estar vencendo por 2 a 0 e 3 a 1. Porém, o time permitiu o empate e terminou a partida apenas se defendendo e levando sufoco dos paraguaios, que precisavam vencer por 5 a 3 para ficar com a vaga.

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Muricy não concorda que acabou com o “DNA ofensivo” da equipe santista, e ressalta que apenas encontrou o equilíbrio tático que o time precisava. “Eu não chego e mudo tudo de uma vez. Isso é bobagem de técnico que quer mudar por mudar. Mas, com certeza, vendo o Santos jogar, a gente entende que arrumamos um pouco o setor defensivo. Só equilibramos um pouco e continuamos atacando”, afirmou Muricy.

Na edição da Libertadores deste ano, o Santos marcou 18 gols e sofreu 12 gols. Média de 1,38 gols marcados por partida. Na temporada passada, sob o comando de Dorival Júnior e Marcelo Martelotte, a média do time da Vila Belmiro foi em torno de três gols por jogo.

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