Com gol de brasileiro, Argentina tropeça na Bolívia em estreia

Messi não brilhou no empate por 1 a 1 em La Plata, mas foi poupado da ira da torcida argentina

Marcel Rizzo e Paulo Passos, enviados iG a La Plata | 01/07/2011 23:48

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Banega e não Xavi. Cambiasso e não Iniesta. Lavezzi e não David Villa. Messi é o melhor jogador do mundo, mas estar no poderoso Barcelona é diferente do que atuar em uma limitada Argentina. Os argentinos entenderam, nesta sexta-feira, no empate por 1 a 1 com a Bolívia, em La Plata, na abertura da Copa América, que têm sim o melhor jogador do planeta, mas estão longe de ter a melhor seleção. Para desespero ainda maior dos 33 mil torcedores no estádio, o gol boliviano foi na verdade do Brasil. Edivaldo Rojas é brasileiro naturalizado - depois, Aguero igualou o placar. Os bolivianos festejaram muito com a torcida o resultado.

Apesar do tropeço, Messi não foi vaiado. Nem a seleção. Para quem acha que os argentinos não gostam dele, ou o acham “europeu”, por nunca ter jogado profissionalmente na Argentina, o melhor do mundo foi o mais ovacionado quando teve o nome cantado pelo locutor do estádio. Sim, cantado, como gritam os torcedores: “Ole, Ole, Messi, Messi”.

Vaias somente para uma bandeira gigante, com as cores do país, aberta atrás do gol que o time da casa atacou no primeiro tempo. Gigante, no nome de Francisco de Narvaez, candidato ao govenor da província de Buenos Aires, da qual La Plata é a capital. Se ele ouviu as vaias, talvez ainda dê tempo de desistir da candidatura.

Mas Messi era o protagonista. E talvez a chuteira o atrapalhou nos primeiros 11 minutos. Porque, nesse período, mal tocou na bola. Até resolver pedir ao roupeiro da seleção argentina uma nova peça. Mesma cor, mesmo patrocinador (claro), e mais firmeza. Um minuto depois, “La Pulga” driblou dois jogadores e deixou Banega em posição para o arremate. Fora.

<span>Desde o começo, não foi fácil para a Bolívia parar Messi</span> - <strong>Foto: EFE</strong> <span>A Bolívia tentou de todos jeitos intimidar Lionel Messi</span> - <strong>Foto: EFE</strong> <span>Por vezes a marcação da Bolívia dobrou em cima de Messi, que passou a ficar mais apagado no jogo</span> - <strong>Foto: Futura Press</strong> <span>Depois que a Bolívia abriu o placar, Messi tentou pedir ajuda de todos os jeitos para evitar a derrota</span> - <strong>Foto: EFE</strong> <span>Por vezes Messi parecia um talento isolado em campo</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Messi teve que agradecer a Aguero por não ter passado por um vexame maior em casa</span> - <strong>Foto: AFP</strong> <span>Messi não foi vaiado ao sair de campo, mas sua atuação decepcionou</span> - <strong>Foto: AFP</strong>

Messi tentava de tudo. Chapéu, arrancada, passe de letra, passe por cima. Não dava certo. Quando deu, e colocou Tevez em condição de finalizar, impedimento marcado. Os bolivianos, que devem ter entrado em campo temendo o massacre, se empolgaram. Comandados por Joselito Vaca e o também brasileiro naturalizado Marcelo Moreno, chegaram pelo menos duas vezes com perigo, a ponto dos argentinos suspirarem e soltarem fumaça da boca no frio de quase zero grau de La Plata.

Gol do Brasil?

Foto: EFE Ampliar

Rojas, da Bolívia, comemora o gol que fez de calcanhar

Segundo tempo, Sérgio Batista tirou Cambiasso e colocou Di Maria, do estelar Real Madrid. E logo saiu o gol... da Bolívia. Campos cobrou escanteio da esquerda, e Rojas, outro brasileiro naturalizado boliviano, que nasceu em Cuiabá (MT), acertou um calcanhar que enganou o goleiro Romero.

A mãe de Edivaldo Rojas, 25 anos, é boliviana e ele, que jogou no Atlético-PR e em times menores do Brasil, estás há três anos em Portugal, no Naval. Conseguiu a cidadania em 2011 e faz seu primeiro torneio oficial com a camisa do país que escolheu para defender.

A Argentina, como esperado, desesperou. Messi tentou entrar com bola e tudo no gol várias vezes, Tevez trombou mais do que o normal e até Mascherano arriscou chute a gol (longe). Marcelo Moreno quase fez o segundo do Bra... Bolívia, mas se atrapalhou todo na frente de Sergio Romero.

Batista ousou, colocou Aguero e ficou com praticamente quatro atacantes em campo. E foi o jogador do Atlético de Madrid quem empatou o jogo, de voleio, bonito, após Tevez dar a assistência. Um empate que agitou o estádio, mas não adiantou.

Foto: EFE

Aguero saiu do banco para fazer o único gol da Argentina

FICHA TÉCNICA: ARGENTINA 1 X 1 BOLÍVIA

Local: Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata (Argentina)
Data: 1º de julho, sexta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (Uruguai)
Assistentes: Miguel Nievas (Uruguai) e Luis Alvarado (Equador)
Cartões Amarelos: Lavezzi e Tevez (Argentina); Ronald Rivero, Gutiérrez, Chávez e Walter Flores

Gols:
BOLÍVIA: Edivaldo Rojas, aos dois minutos do segundo tempo
ARGENTINA: Agüero, aos 30 minutos do segundo tempo

ARGENTINA: Romero; Zanetti, Burdisso, Milito e Rojo; Banega, Mascherano e Cambiasso (Dí Maria); Tevez, Lavezzi (Agüero) e Messi
Técnico: Sergio Batista

BOLÍVIA: Carlos Arias; Alvarez, Ronald Raldes, Ronald Rivero e Gutiérrez; Robles, Joselito Vaca (Chávez), Walter Flores e Campos (Arce); Rojas (Ruddy Cardozo) e Marcelo Moreno
Técnico: Gustavo Quinteros

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