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Feliz com vitória, goleiro diz que é apenas "um atleta" e que não tem influência na diretoria

Jogadores do São Paulo comemoram gol na vitória sobre o Cruzeiro
Gazeta Press
Jogadores do São Paulo comemoram gol na vitória sobre o Cruzeiro
O São Paulo voltou a vencer e Rogério Ceni voltou a falar abertamente com a imprensa. Após o jogo contra o Cruzeiro neste sábado, vencido pelo time do Morumbi por 2 a 1 , o maior ícone do elenco do clube foi perguntado sobre seu poder na escolha do futuro técnico da equipe, ainda comandada interinamente por Milton Cruz depois da saída de Paulo César Carpegiani.

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"Repórter não tem poder para contratar dono da rádio. Eu sou atleta e o presidente conduz o clube da melhor maneira possível dentro do que é da função dele. Quando... como vai ter um novo técnico eu não sei. Nem sei os nomes que se cogitam. Eu vou fazer meu melhor", disse Ceni, que não gostou das insinuações de que a escolha do novo técnico passaria pelo seu crivo.

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"Se todos trabalhassem como dono do clube, de uma empresa talvez a gente tivesse melhores empresas no país. Eu trabalho como se fosse dono do time sim porque tenho 21 anos de clube e não ganho nenhum dinheiro por ajudar. Sou só um funcionário, mas trato o São Paulo como meu clube, que é meu clube de coração", completou.

Ceni nega influência na condução do time, mas durante o jogo contra o Cruzeiro acabou participando das substituições que Milton Cruz realizou no jogo. Enquanto os reservas se aqueciam atrás do seu gol, ele conversou com Fernandinho, Zé Vitor e Dener, antes dos três entrarem nos lugares de Dagoberto, Casemiro e Rivaldo.

"É normal. A gente queria manter o esquema ideal, entrou o Dener que é meia no lugar do Rivaldo que é meia, Fernandinho e Dagoberto também, são atacantes. O Milton fez o simples, o básico. Se os jogadores não colaborarem com técnico, o time não entra dentro de campo", disse Ceni. Milton Cruz, após o jogo, disse que as três substituições estavam previstas antes do jogo.

Ceni mostrou-se aliviado com o resultado e até brincou com o fim da sequência negativa do time. "Se a gente perde quatro jogos seguidos todos tinham de ir embora e não só o técnico. Todos participaram, tiveram entrega, luta e isso fez a diferença", disse o goleiro, que ainda lamentou pelo antigo treinador. "Sempre acho triste, seja em que função for, a saída de um profissional. Você cria apego, amizade, mas futebol precisa de resultados", disse Ceni, sobre a saída 

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