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Meio-campista não reclama de atuar recuado em vitória sobre o Oriente Petrolero

Na vitória por 3 a 0 Grêmio sobre o Oriente Petrolero-BOL , estreia da equipe gaúcha na fase de grupos da edição 2011 da Libertadores, o meia Carlos Alberto voltou a jogar como nos tempos de Porto-POR . Atuou como um segundo volante, cobrindo as subidas do lateral-direito Gabriel. Na segunda etapa, porém, foi liberado para o ataque.

A diferença do primeiro para o segundo tempo foi enorme. Depois de praticamente só marcar e priorizar o jogo defensivo, o jogador conseguiu mostrar a sua qualidade de armador e finalizador à serviço do Grêmio contra o time boliviano. A explicação?

Carlos Alberto lembrou dos ensinamentos de José Mourinho. Ele foi comandado pelo português no Porto
Gazeta Press
Carlos Alberto lembrou dos ensinamentos de José Mourinho. Ele foi comandado pelo português no Porto
Renato Gaúcho ajustou o posicionamento dele em campo, fixando o atleta pelo lado direito. Então, com a parceria do lateral Gabriel, o meia conseguiu por em prática a ideia do treinador: marcar como Adilson, a quem substituiu, e atacar como sabe. Carlos Alberto aprovou a atuação até com “trabalho sujo”:

“Não vejo problema em ajudar o Fábio Rochemback na marcação. Até porque tenho força e consigo auxiliar o Gabriel. O Douglas é totalmente diferenciado, por isto, fica à frente”.

A facilidade em atuar mais recuado é resultado da experiência no Porto, em 2004, com José Mourinho, atual treinador do Real Madrid.

“Quando cheguei lá o Mourinho me colocou como volante mesmo, atrás da marcação. Ele fez eu entender como se joga sem a bola”, explicou o atleta.

Carlos Alberto acredita que esta formação pode ser usada em partidas fora de casa sem prejudicar a proteção aos zagueiros do Grêmio. Resta aguardar a decisão de Renato. Na quinta-feira, o rival é o Junior de Barranquilla, na Colômbia.

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