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Não foi a primeira vez que isso aconteceu, mas o clube alega que o problema agora foi diferente

Pela terceira vez em 2011, um apagão prejudicou o andamento de uma partida no Engenhão. O Botafogo explicou, por meio de uma nota oficial, as causas do problema ocorrido no duelo contra o Grêmio , no último domingo.

Antes, a energia já havia caído no clássico entre Flamengo e Fluminense , válido pelo Campeonato Carioca, e no confronto do Fluminense contra o Libertad, pela Copa Libertadores.

O Botafogo afirma que o apagão em nada tem relação com os anteriores. De acordo com o comunicado, houve oscilação no fornecimento de energia, o que fez com que houvesse o desligamento uma UNC (unidade controladora de energia).

O clube diz que não teve influência no apagão do Fla-Flu, que ocorreu por problemas externos. Já na partida pela competição sul-americana, o erro foi humano.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) notificou o Fogão e exige que, no máximo em dez dias, um registro identificando um responsável técnico por cuidar do sistema operacional de iluminação no estádio seja apresentado.

Veja a nota oficial publicada pelo Botafogo:

1 - O Engenhão mantém contratos com as empresas Elecomtec e Engeprime para a manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos do estádio.

2 - Uma equipe formada por técnicos das empresas citadas e funcionários da administração do estádio está presente em todas as partidas realizadas no local.

3 - O Engenhão Rio possui equipamentos de última geração que possibilitam a operação totalmente automatizada da energia do estádio.

4 - O estádio possui mais de 100 unidades controladoras de energia (UNCs), que avaliam o fornecimento de energia externo e os níveis de tensão. Por motivo de segurança, as UNCs automaticamente cortam a corrente do estádio em caso de interrupções no fornecimento externo ou oscilações significativas nos níveis de tensão, eventos raros, mas de responsabilidade da empresa fornecedora. Uma oscilação no fornecimento de energia determinou o desligamento de uma UNC na partida deste domingo e acarretou o desligamento automático de todas as outras UNCs.

5 - Os no-breaks (estabilizadores) funcionam nesta situação para impedir a interrupção no fornecimento de energia aos equipamentos e acionar os geradores do estádio, evitando a queda de luz. O estádio possui quatro no-breaks, nos quais, neste momento, o clube investe cerca de R$ 200 mil para a aquisição de peças, algumas importadas, necessárias para manutenção.

6 - A equipe de operação do estádio em dias de jogos tem operado o estádio durante as últimas partidas sem a utilização dos no-breaks.

7 - Após a queda de energia na partida deste domingo, a equipe responsável pela operação do estádio, em dias de jogos, prontamente religou a energia em modo manual, acendendo em seguida os refletores dos setores Norte e Sul (atrás dos gols). O reacendimento dos refletores dos setores Leste e Oeste somente ocorreu após o resfriamento destes, procedimento comum nestes equipamentos.

8 - A administração do estádio ratifica que a causa da queda de energia do estádio neste domingo não tem qualquer relação com os episódios anteriores.

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