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Dirigente asiático é o mais importante dirigente punido pela Fifa nos 107 anos da entidade

O catariano Mohamed bin Hammam prometeu neste domingo derrubar a sua condenação por suborno e o banimento perpétuo do futebol, classificando a decisão como um ato de "vingança" da Fifa e do presidente Joseph Blatter. "A proibição pela vida mostra o quanto essas pessoas estão com raiva, o quanto eles estão cheios de vingança", disse Bin Hammam ao programa de rádio Sportweek da BBC.

A Fifa impôs o banimento no sábado, depois de considerar o dirigente, suspenso da presidência da Confederação Asiática de Futebol, culpado das acusações de corrupção em sua campanha para suceder Blatter no comando da associação, poucos meses depois dele ajudar o Catar a conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022.

O escândalo levou Bin Hammam a abandonar sua candidatura para a presidência da Fifa e, agora, tornou o catariano o mais importante dirigente a ser condenado por corrupção nos 107 anos da entidade. O catariano, que não estava presente à audiência, negou as acusações e revelou planos para "limpar" o seu nome com a abertura de várias apelações, inclusive na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça.

"O primeiro passo para mim é o Comité de Recursos da Fifa que é outro tribunal 'canguru'", disse. "Então, depois, quando formos para a CAS, vai ser muito melhor. Nesse momento, eu acho que a Fifa não terá o pleno controle". "Então, eu poderei ir para os tribunais civis na Suíça, onde temos plena confiança em fazer a justiça necessária".

Bin Hammam acrescentou que a Fifa ainda não detalhou as acusações contra ele. "Nós escrevemos para a Fifa cerca de 10 dias atrás, pedindo-lhes quais são as acusações contra Bin Hammam porque até agora não há acusações conhecidas por nós", afirmou. "Surpreendentemente, depois de alguns dias, talvez um ou dois dias antes do julgamento, a Fifa escreveu de volta para meus advogados, dizendo-lhes que iriam saber das acusações no dia 22 [de julho]. Nós sabíamos que a Fifa já tinha tomado [a decisão], só queria a plataforma para anunciá-la".

O catariano também disse que não vai renunciar a seus cargos na Fifa - é um dos vice-presidentes e membro do Comitê Executivo. "Não estou renunciando, eu não vou renunciar. Vou sair com a palavra final da Suíça", disse.

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