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Técnico tem indicado reforços, mas o acordo para o ano que vem é apenas verbal até agora

De acordo com o vice-presidente Luiz Iaúca, Jorginho chegou à  Portuguesa  em fevereiro de 2011 para ser o "novo Ferguson", em referência a Alex Ferguson, comandante do  Manchester United desde 1986. Essa enorme relação de confiança entre técnico e diretoria viabilizou a reformulação que levou o clube do Canindé de volta à Série A do Campeonato Brasileiro .

O treinador tem acerto verbal até o fim do ano e sua permanência para 2012 ainda depende de uma conversa com os dirigentes, mas ele já observa possíveis reforços e passa a seus superiores nomes de atletas que podem se encaixar no perfil considerado ideal.

"Precisa se dedicar todos os dias, provar para os colegas, para os diretores, torcida, adversários e imprensa. Se você tenta melhorar todos os dias, acontece. Mas tem que lembrar que é preciso abdicar de uma série de coisas. Uma delas é passeio, se divertir. Tem que saber o momento certo. E esses atletas sabem que podem ser verdadeiros campeões", ensina o técnico.

Jogadores como Mateus (zagueiro vindo do Ypiranga-RS), Leandro Silva (zagueiro vindo do Corinthians-PR), Guilherme (volante da base), Henrique (meia da base) e Ananias (meia-atacante vindo do Bahia) se juntaram aos já mais conhecidos Marco Antônio e Edno e formaram um grupo sem muitos medalhões, mas tão eficiente que pode festejar o título da Segundona com quatro rodadas de antecipação.

Mas os principais expoentes da equipe que Jorginho encontrou quando chegou eram outros. Depois de estrear com vitória insuficiente para eliminar o Bangu da Copa do Brasil, o comandante obteve classificação heroica à segunda fase do Paulistão, mas acabou tirado pelo São Paulo. Só com a Série B pela frente, ele aproveitou a carta branca dada pelo presidente Manuel da Lupa já em sua apresentação. "O técnico está liberado para fazer mudanças", disse o mandatário na ocasião.

A maior estrela era o atacante Dodô, que saiu após reclamar de uma substituição e deixar o estádio por conta própria em partida ante o Bragantino. À época, os dirigentes se justificaram dizendo que o artilheiro não tinha o perfil de uma equipe que luta para subir. "Eu jamais iria aceitar a atitude, mas ele pediu demissão antes", recorda Jorginho.

O lateral direito Paulo Sérgio saiu por opção tática, enquanto o lateral esquerdo Fabrício antecipou sua despedida ao aceitar proposta do Internacional. "Avisei à diretoria que não queria mais o Paulo. É um bom menino, mas não dava. Já o Fabrício aceitou uma proposta vantajosa, mas teria que mudar muitas coisas para jogar comigo", lembra o técnico.

A retenção de gastos fez com que os zagueiros Domingos e Maurício, titulares que interessavam a Jorginho, saíssem antes do esperado. O lateral direito Marcos Pimentel e o atacante Jael também não estavam descartados, mas receberam propostas boas respectivamente de Grêmio Barueri e Flamengo e acabaram abandonando o barco.

Quem se adequou à visão do treinador ficou. São os casos de Edno e, principalmente, Marco Antônio. "O Marco que jogava aqui antes eu não queria. Quero esse de hoje, um dos melhores da posição no Brasil. Ele se dedicou, fez por onde", explica o comandante.

Jorginho entende que a equipe "encaixou". Para ele, o segredo é o comprometimento. Não só dentro como fora das quatro linhas. "A instituição te dá condições de sustentar a família, então não pode vir depois de balada, depois de bebida. Tem que vir antes. Eles entenderam isso".

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