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Estádio não traz boas recordações para equipes paulistas e foi palco de grandes fiascos

O Santos deixou o Morumbi de lado, palco da derrota para o Boca Juniors na final da Libertadores de 2003, para apostar no seu retrospecto dentro do Pacaembu. Em toda história do torneio continental, a equipe já jogou sete vezes no estádio municipal de São Paulo, tendo conquistado cinco vitórias e empatado em outras duas oportunidades.

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O local da final desta quarta-feira, porém, é conhecido por ser uma espécie de "cemitério" dos times paulistas na Libertadores. Ao longo dos anos, além de ser a casa do Santos em alguns casos, o Pacaembu recebeu também jogos de Palmeiras , Corinthians e São Caetano . E esses três times não têm boas lembranças das suas atuações no estádio.

Em 1961, na segunda edição da Libertadores, o Palmeiras recebeu o Peñarol na segunda partida da decisão daquele ano e só empatou por 1 a 1, ficando com o vice-campeonato e frustrando sua torcida. O jogo de ida havia terminado em 1 a 0 para os uruguaios. Já em 1994, no duelo caseiro contra o São Paulo , o alviverde apenas empatou em 0 a 0 e foi eliminado por ter perdido no duelo de ida, no Morumbi, por 2 a 1.

Zagueiro Betão segura torcedor que tenta agredir o técnico corintiano Ademar Braga, em 2006
Gazeta Press
Zagueiro Betão segura torcedor que tenta agredir o técnico corintiano Ademar Braga, em 2006
O Corinthians também coleciona alguns fiascos no estádio. No mais traumático deles, a equipe perdeu para o River Plate por 3 a 1, em 2006, e foi eliminada de forma melancólica, com a torcida se revoltando, jogando objetos no gramado e ameaçando derrubar o alambrado e invadir o gramado para protestar. Quatro anos depois, em 2010, o time venceu o Flamengo por 2 a 1, mas caiu nas oitavas por ter levado um gol em casa. O jogo no Maracanã tinha sido 1 a 0 para os cariocas.

Nesta temporada de 2011, ainda na pré-Libertadores, o Corinthians jogou mal e empatou sem gols com o Tolima, no Pacaembu. No jogo da volta, na Colômbia, o rival venceu por 2 a 0 e tirou a equipe paulista da competição. A partida em Ibagué foi a última do atacante Ronaldo como profissional.

Mas, sem dúvidas, o principal fracasso de um brasileiro dentro do Pacaembu foi protagonizado pelo São Caetano, em 2002. No primeiro jogo da decisão contra o Olímpia, no Paraguai, o time do ABC venceu por 1 a 0 e poderia até empatar no Pacaembu para ficar com o inédito título. Com as arquibancadas pintadas de azul, a equipe fez 1 a 0 no primeiro tempo, gol de Aílton, e praticamente colocou a mão na taça.

No segundo tempo, porém, os paraguaios surpreenderam e viraram a partida para 2 a 1, levando a decisão para os pênaltis. Nervoso, o São Caetano desperdiçou duas cobranças - uma delas pelo falecido zagueiro Serginho - e foi derrotado por 4 a 2.

O duelo decisivo de 2011 entre Santos e Peñarol está marcado para esta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília). O Pacaembu será o palco de mais um capítulo da história da Libertadores. Para ter um final feliz para os santistas, a equipe precisa vencer no tempo normal. Se empatar, a decisão vai para as penalidades.

Em 2002, Aílton marcou para o São Caetano, que perdeu de virada e sucumbiu no Pacaembu
AP
Em 2002, Aílton marcou para o São Caetano, que perdeu de virada e sucumbiu no Pacaembu

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