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Giancarlo Abete diz que país tem problemas mais importantes; atletas se recusam a jogar sem assinatura de novo convênio

Representantes dos 20 clubes da Primeira Divisão do futebol da Velha Bota se reuniram, no início desta semana, para discutir a possibilidade de iniciar uma greve no Campeonato Italiano, caso suas exigências não sejam atendidas. Para o presidente da federação de futebol do país, Giancarlo Abete, o assunto não pode ser tratado como algo mais importante que os demais problemas que afligem a nação italiana.

Semelhante ao que ocorre na Espanha, os atletas reivindicam mais garantias para que o acordo coletivo, responsável por assegurar o pagamento de seus salários, seja cumprido.

Presidente da Federação de Futebol Italiana, Abete se diz envergonhado com a atitude dos atletas. "Com todos os problemas que o país está sofrendo, estou um pouco envergonhado da minha cidadania", disse Abete. "Com o país passando por tantos problemas, esse problema não merece tanta atenção", continuou.

"Um pouco de bom senso permitirá uma interpretação clara do artigo sete do acordo coletivo. Se o contrato não for assinado por causa da interpretação do artigo sete, isso significa que algo mais está em jogo. Se houver outros motivos, eles precisam ser esclarecidos", acrescentou Abete.

O novo acordo conta com uma cláusula, onde um imposto é cobrado sobre os salários cujo valor supera 90 mil euros. Insatisfeitos, os atletas planejam entrar em greve e adiar a rodada de abertura do Campeonato Italiano.

"Se não assinarem o convênio, não haverá futebol nem sábado nem domingo", declarou Damiano Tommasi, ex-jogador da Roma e atual presidente do sindicato dos jogadores. Uma nova reunião está marcada para a próxima quarta-feira, onde será definida se a greve será ou não realizada neste final de semana.

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