
Eduardo Baptista deixou a Arena do Grêmio com uma sensação dividida após o empate por 1 a 1 no Gre-Nal, neste domingo (11), pelo Campeonato Brasileiro. O treinador do Internacional admitiu frustração pela forma como o resultado se desenhou, mas valorizou o ponto conquistado fora de casa e a postura apresentada pela equipe em seu segundo jogo no comando colorado.
Ponto fora de casa é valorizado
Baptista considerou que o Inter executou boa parte do plano traçado para o clássico e destacou o peso do resultado na luta contra a parte de baixo da tabela.
O treinador também afirmou que saiu com “sensação de dever cumprido”, apesar da frustração por não ter conseguido sustentar a vantagem até o fim.
Saída de Alan Patrick mudou o jogo
Na avaliação do técnico, a saída de Alan Patrick no intervalo teve impacto direto na capacidade do Inter de controlar a posse e sair da pressão gremista.
Baptista negou que tenha orientado o time a recuar. Segundo ele, o Grêmio passou a empurrar o Inter para trás justamente porque o Colorado perdeu capacidade de retenção no meio-campo.
“Não foi uma ordem nossa. Muito pelo contrário.”
Alan Patrick preocupa
O treinador ainda não tinha uma atualização médica sobre o camisa 10 no momento da entrevista.
“Quanto ao Alan, ainda não fui atualizado de nada. A gente vai aguardar um pouquinho no departamento médico.”
Mais adiante, reforçou a importância do jogador para o funcionamento da equipe.
Inter precisa trabalhar com ‘erro zero’
Baptista também falou sobre a pressão do momento e justificou a cautela com jogadores jovens das categorias de base.
“O Inter passa por um momento de muita pressão. Não cabe erro. Nós estamos num momento que nós temos que trabalhar com o erro zero.”
Para o treinador, o time já demonstra sinais de amadurecimento após os primeiros jogos sob seu comando.
“Eu vejo, num recorte agora desses dois jogos, uma equipe mais madura.”
Semana será de ajustes
Depois de enfrentar Corinthians e Grêmio em sequência, o Inter terá uma semana cheia para trabalhar antes do próximo compromisso.
Baptista disse que agora é o momento dos “ajustes finos” e destacou que a própria frustração do elenco pelo empate pode ser um sinal positivo.
“A sensação que eu tive no nosso vestiário era de frustração por não ter ganho. E é positivo, de um lado. Ficou a sensação: ‘dava para ter ganho’.”
O técnico também reforçou que a sequência seguirá com peso decisivo.
“Sexta-feira é outra final.”