
A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 foi o encerramento de um ciclo. Neymar confirmou que não voltará mais à seleção, e Carlo Ancelotti afirmou que também não convocará mais Casemiro e Danilo. Com a saída dos veteranos, o elenco entra em uma fase de renovação e a pergunta que o torcedor brasileiro quer responder é quem vai assumir o protagonismo da amarelinha.
Do consolidado Vinícius Júnior ao jovem Rayan, que estreou na Copa com apenas 19 anos, o Brasil tem nomes com perfis diferentes brigando por espaço. Veja quem são os candidatos a liderar a seleção nos próximos anos.
• SAIBA MAIS: Ancelotti assume erro decisivo que selou queda do Brasil na Copa

Vinícius Júnior
Vinícius Júnior é o nome mais experiente da lista. O atacante do Real Madrid foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, ganhou duas Champions League pelo clube merengue e chegou à Copa de 2026 como um dos principais nomes do Brasil. Na campanha, teve boas atuações, mas a seleção caiu nas oitavas para a Noruega.
Na próxima Copa, em 2030, Vinícius terá 29 anos. Com a saída de Neymar, Casemiro e Danilo, a camisa 7 assume um peso diferente. Ancelotti já deixou claro que a renovação começou e Vinícius é o nome mais natural para liderar esse novo ciclo da seleção brasileira.
• SAIBA MAIS: Imprensa italiana repercute preferência de Ancelotti pelo Brasil

Estevão
Estevão, de 19 anos, foi o jogador que mais marcou gols pela seleção brasileira no ciclo de Ancelotti antes da Copa, com cinco gols em sete jogos, cinco deles como titular. O atacante do Chelsea era nome certo na lista do técnico italiano, mas uma lesão muscular de grau quatro na coxa direita, sofrida em 18 de abril contra o Manchester United pela Premier League, encerrou o sonho do primeiro Mundial. O jogador optou por um tratamento conservador no Brasil, contrariando o desejo do Chelsea, que preferia cirurgia, mas não se recuperou a tempo. Na primeira temporada pelo clube inglês, marcou oito gols e deu três assistências em 36 jogos. A Copa de 2030 será a primeira chance de Estevão em um Mundial.

Endrick
Endrick disputou sua primeira Copa do Mundo em 2026 aos 19 anos. O centroavante chegou ao Real Madrid em julho de 2024, contratado por 47,5 milhões de euros junto ao Palmeiras, mas teve pouco espaço na primeira temporada sob o comando de Ancelotti e menos ainda com a chegada de Xabi Alonso. Em janeiro de 2026, foi emprestado ao Lyon e reencontrou ritmo de jogo na França, marcando oito gols e dando sete assistências em 21 partidas, a melhor média de gols por jogo da carreira. Na seleção, soma 15 jogos e três gols, incluindo o gol da vitória em um amistoso contra a Inglaterra em Wembley em 2024. Na Copa, foi pouco utilizado por Ancelotti, mas o técnico italiano sempre deixou claro que contava com o jovem para o Mundial de 2030.

Rayan
Rayan, de 19 anos, cresceu dentro do Vasco, onde o pai, Valkmar, jogou. Revelado nas categorias de base do clube, ganhou espaço como titular em 2025 sob o comando de Fernando Diniz e ajudou o time a chegar à final da Copa do Brasil, marcando um gol na semifinal contra o Fluminense, além de ter sido eleito revelação do Brasileirão no mesmo ano. Em janeiro de 2026, o Bournemouth pagou para tirá-lo do Cruz-Maltino e o atacante se adaptou rápido à Premier League, com cinco gols e duas assistências em 15 jogos. Estreou pela seleção principal em março, contra a Croácia, e foi convocado para a Copa. No torneio, ganhou a vaga de Raphinha na equipe titular, após o atacante se machucar na segunda rodada da fase de grupos contra o Haiti. Recentemente, Ancelotti disse em entrevista que o jogador que mais cahmou sua atenção pela qualidade nos treinos era o Rayan.

Luiz Henrique
Luiz Henrique, de 25 anos, saiu do Vale do Carangola, em Petrópolis, passou pelas categorias de base do Fluminense, foi vendido ao Betis e voltou ao Brasil pelo Botafogo, onde conquistou Libertadores e Brasileirão em 2024, sendo eleito o Rei da América naquela edição do torneio continental. No início de 2025, foi vendido ao Zenit, da Rússia, onde também ganhou o Campeonato Russo. Na seleção, soma 13 jogos, dois gols e três assistências, e ganhou espaço após as lesões de Rodrygo e Estevão. Na Copa, porém, contrariando ao que era esperado pelo torcedor brasileiro, foi pouco utilizado, entrando apenas na estreia contra o Marrocos. Segundo o próprio Ancelotti, Luiz Henrique perdeu espaço pelo bom desempenho de Rayan quando esteve em campo, e no jogo decisivo contra a Noruega, em que o jogador poderia ser uma opção, achou que Neymar poderia ajudar mais.

Rodrygo
Rodrygo ficou de fora da Copa de 2026 após romper o ligamento cruzado anterior e o menisco lateral do joelho direito em março, durante a derrota do Real Madrid por 1 a 0 para o Getafe pela LaLiga. O atacante de 25 anos passou por cirurgia e a previsão de retorno é para o fim de 2026. No clube merengue desde 2019, conquistou três Campeonatos Espanhóis, duas Champions League e dois Mundiais de Clubes. Pela seleção, soma 37 jogos, nove gols e três assistências, e disputou a Copa de 2022 no Catar, onde participou das cinco partidas do Brasil. Ancelotti lamentou a ausência e mandou um recado ao jogador: "A Seleção estará esperando por ele na próxima Copa". Com 29 anos em 2030, Rodrygo chega ao próximo Mundial como um dos mais experientes do grupo.