Cruzeiro na final da Copinha
Foto: Marco Galvão / Cruzeiro
Cruzeiro na final da Copinha

O Cruzeiro bateu o São Paulo, por 2 a 1, e se consagrou campeão da  Copa São Paulo de Futebol Juniors, na manhã deste domingo (25), no Pacaembu. A Raposa repete o feito de 2007, quando venceu o rival paulista e conquistou seu primeiro título. 

O Cruzeiro fez uma campanha impecável em 2026. Foram nove vitórias em nove jogos. A equipe comandada por Mairon César retornou à final da Copinha após dois anos, quando perdeu a decisão para o Corinthians, em Itaquera, e se tornou bicampeã do torneio. 

O jogo

Com a bola rolando, o São Paulo tentou tomar as rédeas da partida, mas o Cruzeiro, com a marcação na saída de bola do rival, conseguiu criar a primeira chance de perigo. Em um cruzamento pela direita, Rhuan dominou a bola, se livrou da marcação e deu giro para finalizar. A bola acabou saindo com perigo à esquerda do goleiro João Pedro. 

A pressão celeste deu resultado. Após uma sequência de cobranças de escanteio, Willian balançou as redes de cabeça e abriu o placar para a Raposa. O gol sofrido fez o São Paulo finalmente reagir. Tetê recebeu pelo lado esquerdo, cortou para o meio e finalizou forte para boa defesa do goleiro Vitor Lamounier. 

O Tricolor continuou em busca do empate. Após a parada para hidratação, em troca de passes envolvente, Pedro Ferreira ficou livre e tentou arriscar de fora da área. A bola passou perto da meta cruzeirense. 

O clima de final começou a aflorar nos jovens no final do primeiro tempo. Numa dividia no meio de campo, Willian, do Cruzeiro, e Matheus Ferreira, do São Paulo, se estranharam e receberam cartão amarelo. Quando o jogo recomeçou após a confusão, o clube mineiro teve uma chance clara de ampliar. Rhuan novamente recebeu livre dentro da área e enfiou o pé, mas João Pedro agarrou a bola sem dar rebote. 

Mais organizado em campo, o time celeste começou a empilhar chances. Na mais clara Rayan ficou cara a cara com o goleiro são-paulino, que salvou novamente o Tricolor. 

São Paulo e Cruzeiro na final da Copinha
Foto: Marco Galvão / Cruzeiro
São Paulo e Cruzeiro na final da Copinha


O São Paulo teve a oportunidade de empatar em um rebote do goleiro, mas Vitor Lamounier se redimiu e fez um milagre. Mesmo sendo superado pelo rival na primeira etapa, o Tricolor conseguiu arrancar o empate.

Assim como na final do ano passado, quando também saiu atrás do placar, a equipe são-paulina marcou após uma cobrança de escanteio nos acréscimos. O zagueiro Isac garantiu a igualdade antes do intervalo.  

Os meninos de Cotia voltaram mais concentrados no segundo tempo. A equipe empurrou o rival para trás nos primeiros minutos e começou a ficar mais presente no campo de ataque. Em uma escapada pela direita, Igor Felisberto desperdiçou a chance de virar o jogo. Entretanto, o crias da Toca da Raposa ainda levavam perigo nos contra-ataques. 

O jogo se transformou em um duelo de trocação franca entre as equipes. O Cruzeiro assustou em um cruzamento perigoso que atravessou a meta são-paulina. Já o São Paulo respondeu com o lance mais agudo da segunda etapa. Felisberto cruzou e Paulinho cabeceou para fora. 

A equipe mineira deu o troco e contou com a sorte para desempatar a partida. Gustavinho arriscou de longe, a bola bateu na trave e nas costas do goleiro João Pedro antes de entrar no gol. 

Com desvantagem no placar, o Tricolor se atirou ao ataque. Em um lance rápido, Palinho foi lançado na entrada da área, tocou na frente, mas foi derrubado pelo zagueiro. O juiz marcou pênalti. Contudo, com auxílio do VAR, o árbitro revertou a marcação e assinalou falta fora da área. 

A pressão do São Paulo aumentou, mas o Cruzeiro conseguiu se segurar e garantiu o segundo título da Copinha da sua história. 

Profissonal 

Com o título, o time celeste repete o roteiro da conquista de 2007. Na ocasição, o clube bateu o São Paulo nos pênaltis e revelou nomes que fizeram sucesso em diversos times do Brasileirão como Rafael, atual goleiro do Tricolor, o zagueiro Maicon e o atacante Guilherme. 

No mata-mata, a Raposa passou por gigante como o Santos e Grêmio durante a competição. Após a consagração, os jovens esperam chamar a atenção do técnico Tite, para ganhar uma oportunidade no elenco profissional.  A tarefa será difícil já que o Cruzeiro tem um dos elencos mais estrelados do país. 




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