
O São Paulo não tem somente o tradicional Santo Paulo como mascote oficial. Para reforçar a representatividade negra da instituição, o clube criou nos últimos anos personagens em homenagem a grandes ídolos negros da história. Através do icônico jogador, dos anos 1940, Leônidas da Silva, o Diamente Negro, e da atleta olímpica Melânia Luz nasceram a Mel e o Diamantinho.
Contudo, apesar da iniciativa do Tricolor, a presença dos mascotes ainda é pequena nos jogos da equipe masculina do São Paulo no estádio do Morumbis. Em um dos últimos registros em que ambos estão juntos, Mel e Diamantinho aparecem na vitória do São Paulo sobre o Fluminense em maio do ano passado.
Diamantinho
O mascote Diamantinho estreou no final de 2020 em uma partida decisiva do São Paulo contra o Grêmio, pela semifinal da Copa do Brasil, no Morumbis.
O personagem foi criado para homenagear o ídolo Tricolor Leônidas da Silva, o inventor da "bicicleta" no futebol. Leônidas chegou ao São Paulo, aos 29 anos, em 1942 e ficou até 1950. Em oito anos, o artilheiro venceu 5 Campeonatos Paulistas e marcou 144 gols.

Leônidas era considerado o melhor jogador brasileiro até o surgimento de Pelé. O craque recebeu o apelido de Diamante Negro, que posteriomente, foi homenageado por uma marca de chocolate.
Mel
A personagem Mel, criada em 2023, foi inspirada em Melânia Luz dos Santos, nome histórico do atletismo brasileiro. Melânia, que representava o São Paulo, foi a primeira mulher negra a integrar a delegação brasileira em Jogos Olímpicos.

Ela competiu em Londres, em 1948, e abriu portas para o esporte feminino nacional. Melânia Luz competia em provas de velocidade e, posteriormente, de salto em altura. A atleta são-paulina dominou o cenário paulista e brasileiro em disputas de 100, 200 e 400 metros rasos colecionou conquistas sul-americanos.
Representando o Brasil, ela foi medalha de ouro no revezamento 4 x 100 metros nos Sul-Americanos de 1949, 1953 e 1958. Além de ter batido o recorde sul-americano dos 4 x 100 nos Jogos Olímpicos de 1948.