Público em partida da Liga das Nações entre Hungria e Inglaterra foi só de crianças
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Público em partida da Liga das Nações entre Hungria e Inglaterra foi só de crianças

Nem mesmo a limitação de público na Arena Puskas impediu polêmica no jogo entre Hungria e Inglaterra, pela Liga das Nações, vencido pelos donos da casa por 1 a 0. No já tradicional gesto antirracista dos jogadores ingleses (eles se ajoelham antes do apito inicial), vaias vindas do público foram ouvidas. Com um detalhe: só havia liberação para o público mirim.

A restrição é um resultado da punição recebida pela Hungria após comportamento homofóbico e racista do público registrado durante os jogos contra França e Portugal, na última Eurocopa. Por conta de uma brecha encontrada pela federação no regulamento disciplinar da Uefa, foi liberada a entrada gratuita de cerca de 35 mil torcedores de até 14 anos acompanhadas por pouco mais de 3 mil adultos que estavam lá como monitores.

"Fiquei muito surpreso. E pensei: "É por isso que fazemos isso, para tentar educar. Acho que os jovens só podem ser influenciados pelos mais velhos", disse o técnico inglês Gareth Southgate, consternado:

"A atmosfera quando chegamos ao estádio... Havia crianças nas ruas. Elas eram muito amigáveis, acenavam quando estávamos saindo (do ônibus). Houve vaias quando o time saiu para o aquecimento, mas isso é diferente do que a recebida quando estávamos de joelhos. Parecia um pensamento herdado (dos adultos). Eu ouço isso ainda em nossos estádios também. É por isso que continuamos a assumir esta posição e continuaremos fazendo isso. Em um dia como hoje, quando não ganhamos o jogo e não jogamos bem o suficiente, provavelmente seria melhor para mim receber críticas do que ter que falar sobre isso."

Não se sabe se as vaias foram iniciadas pelos adultos presentes no estádio. A imprensa britânica publicou apenas elas vieram de uma "minoria muito barulhenta". A Uefa não se pronunciou sobre o episódio.

De toda forma, o episódio abriu um precedente. Southgate revelou que a Inglaterra aproveitará esta mesma brecha para atuar diante de crianças contra a Itália, dia 11, em Wolverhampton. A federação foi punida pelas confusões registradas na final da Eurocopa, no ano passado, em Wembley, quando houve invasão de campo e tumulto dentro e fora do estádio.

"Estamos convidando crianças para Molineux também. Os jogadores querem jogar em estádios cheios. Se isso é apropriado, cabe à Uefa decidir", disse o treinador.

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