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A torcedora do Athletico que fez gestos imitando macaco na final da Copa do Brasil  foi indiciada por suspeita de racismo, mas negou que o ato se tratou de um ataque à cor de outros torcedores.

A jovem de 24 anos, cujo nome não foi divulgado, viralizou nas redes após os gestos e motivou o início de uma investigação na Demafe (Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos).

De acordo com o delegado Luiz Carlos Oliveira, a torcedora afirmou que o ato não foi direcionado a torcedores do Atlético-MG, mas sim do Athletico, clube pelo qual ela torce, e que estava imitando macaco porque "eles estariam se comportando como primatas."

Segundo a acusada, a polêmica começou no momento que torcedores do Athletico teriam atacado convidados da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o empresário Luciano Hang,  que chegou a ser atingido por um copo de cerveja no rosto. 

"Houve uma confusão durante o jogo por conta do Hang e da CBF. Torcedores começaram a atirar objetos em direção a esses convidados. A torcedora viu e disse que imitou macacos porque eles estariam se comportando como primatas", revelou o delegado.

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A justificativa não evitou que ela fosse indiciada. "Vou concluir o inquérito e a Justiça que decidirá se houve mesmo o crime de racismo", concluiu delegado.

Outros dois homens fizeram sinais em referência à cor da pele em direção aos torcedores do Atlético-MG durante a partida. Eles ainda não foram identificados e ouvidos pela Demafe.

O Athletico Paranaense informou que tomou conhecimento dos vídeos e que "não medirá esforços para investigar os acontecimentos e repassar todas as informações às autoridades competentes".

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