Depois de mais de cinco meses presos no Paraguai , Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis desembarcaram no Galeão na tarde dessa terça-feira. O ex-jogador de futebol usava calça, jaqueta (ambas com estampa no estilo bandana) e camiseta - tudo Dolce & Gabbana, grife muito badalada entre os astros do campo. O look está avaliado em cerca de R$ 12 mil.

Ronaldinho
Reprodução/Twitter
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Nessa segunda-feira, Ronaldinho e Assis ouviram do juiz Gustavo Amarillo a permissão para deixar o país. A dupla de ex-jogadores aceitou as condições propostas pelo Ministério Público local e recebeu o aval para cumprir no Brasil a pena por uso de documentos falsos, mas terão que pagar cerca de R$ 1,1 milhão de multa.

Amarilla determinou que Assis pague uma multa de 110.000 dólares (cerca de R$ 615 mil). O dinheiro será usado na aquisição de insumos na luta contra a Covid-19 para o sistema penitenciário paraguaio. O magistrado ainda impôs que ele fixe um endereço no Brasil, informe um número de telefone celular em que possa ser contactado pelas autoridades paraguaias e que compareça às autoridades judiciais brasileiras a cada quatro meses.

Já em relação a Ronaldinho, Amarilla determinou o pagamento de 90.000 dólares (R$ 503,5 mil), que serão destinados a um hospital e a uma campanha beneficente. O ex-jogador não precisará se apresentar às autoridades brasileiras, como foi determinado a seu irmão.

Entenda o caso

O ex-astro do Barcelona e da seleção brasileira Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto Assis, foram detidos pela polícia do Paraguai sob acusação de ter entrado no país usando supostos passaportes adulterados.


Euclides Acevedo, ministro do Interior do Paraguai, informou que investigadores entraram na suíte presidencial do Hotel Yacht y Golf Club, onde Ronaldinho estava hospedado, e encontraram dois passaportes adulterados. Um estava em nome do ex-jogador e o outro no do irmão.

Ronaldinho chegou ao Paraguai para o lançamento do seu livro "Gênio da vida" e participaria do lançamento de um programa social destinado a crianças organizado pela Fundação Fraternidade Angelical.

Ronaldinho Gaúcho responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, de 45 anos, que o representa no país vizinho, por portar o documento adulterado. Tanto o craque quanto o irmão e agente dele, Ronaldo de Assis Moreira, foram levados pelos agentes.

Os irmãos cumpriam prisão domiciliar após passarem 32 dias na penitenciária.

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