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rodolfo landim, presidente do flamengo
UNIFLA/Reprodução
Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, afirmou que familiares de vítimas só "fizeram barulho" por espaço na TV

De acordo com o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, os familiares das vítimas da tragédia do Ninho do Urubu foram impedidos de entrar no CT devido à falta de agendamento para visita. Na manhã deste sábado (8), data em que o ocorrido completa um ano, parentes e amigos de Christian Esmério e Jorge Eduardo, duas das 10 vítimas do incêndio, foram barrados na porta. Landim citou que começaram a "fazer um barulho danado" em virtude da presença de diversas emissoras de televisão no local.

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Segundo Landim , os familiares seriam liberados às 16h para entrar no Ninho do Urubu e visitar o local onde funcionava o alojamento dos atletas. Para ele, este seria o melhor horário para não haver conflito com os compromissos profissionais do Flamengo , que encara o Madureira hoje, pela última rodada da Taça Guanabara. A diretoria abriu uma exceção aos familiares de Pablo, pois alegaram morar distante do local, e teriam que voltar para Oliveira, em Minas Gerais.

"Eu não estava no Ninho hoje. Normalmente, aos sábados eu vou, mas hoje eu não fui porque estava na igreja. Estava toda a diretoria na missa que foi rezada na capela de São Judas Tadeu. Quando a gente imaginou que as famílias poderiam querer visitar o Ninho , a orientação que tínhamos dado era de que conversasse com as famílias e fizessem isso depois das 16h, que aí não teria problema do treino para o jogo de hoje. Mas ontem, na Assembleia Legislativa, foi alegado pela família do Pablo que eles teriam de viajar mais cedo, voltar para a cidade onde moram, e isso foi flexibilizado. A família do Pablo foi lá, se identificou, entrou. Programou a visita e visitou o Ninho normalmente, como estava previsto", disse Rodolfo Landim, em entrevista ao "Paparazzo Rubro-Negro".

Ainda sobre o impedimento, o mandatário comentou que uma tia de Christian Esmério não marcou a visita com antecedência e que uma advogada da família de Pablo incitou os presentes a 'fazerem barulho' em virtude da presença de emissoras de televisão na porta do local.

"O que eu soube foi que, além disso, quem apareceu, e apareceu sem avisar, foi uma tia do Christian Esmério. Pelo menos, ela alegou que era tia do Christian Esmério. Sem avisar, sem nada... O que a gente tinha pedido era, que se fosse, fosse a partir das 16h. Ela apareceu lá não sei o porquê, antes das 16h, sem ter avisado. O pessoal não deixou entrar porque não sabia quem era ela e se era ela, realmente, tia do Christian. E aí, começou a fazer um barulho danado, muito motivado por uma pessoa que se dizia advogada da família do Pablo, que ficou lá incitando, até porque tinha televisão. Mas eu, na verdade, não vi nada. Estava na missa e isso foi o que foi relatado. O que posso dizer é que a família do Pablo, que tinha se inscrito e pedido para ir, foi atendida e visitou o local", ressaltou o presidente.

A tia de Jorge Eduardo, uma das dez vítimas da tragédia, criticou o tratamento que recebeu na porta do centro de treinamento ao tentar prestar homenagens ao sobrinho.

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"Se eu pudesse, eu nem colocava meus pés aqui. Eu vim acender uma vela para o Jorge e parece que estou aqui para aparecer. É humilhante", destacou.

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