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Segundo as autoridades, a aeronave da LaMia estava com 500 kg de sobrepeso, mas que isso não foi determinante para tragédia em Medellín

Avião da LaMia que transportava a comissão técnica e jogadores da Chapecoense
REPRODUÇÃO/CHAPECOENSE
Avião da LaMia que transportava a comissão técnica e jogadores da Chapecoense

As autoridades da Colômbia divulgaram nesta segunda-feira um relatório final sobre a queda do avião da Chapecoense perto da cidade de Medellín, no final do último mês de novembro, matando 71 das 77 pessoas que estavam a bordo.  "A aeronave tinha um peso superior ao permitido nos manuais. Eram 500 kg a mais, mas que não foram determinantes para queda", disse Freddy Augusto Bonilla, secretário de segurança da Aeronáutica Civil da Colômbia.

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Ainda de acordo com a análise, uma das maiores culpadas da tragédia da Chapecoense é a Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia), que aprovou o plano de voo da LaMia. Além disso, o piloto Miguel Quiroga, dono da empresa aérea e que morreu no acidente, tinha consciência de que o combustível não era suficiente. "Eles estavam conscientes da limitação do combustível. Sabiam que não era suficiente. Essa situação de falha total foi reportada apenas dois minutos antes da queda".

O relatório colombiano tem algumas diferenças em relação à versão boliviana, divulgada há duas semanas. As autoridades da Bolívia culparam o piloto do avião e a própria LaMia, mas não identificaram o excesso de peso da aeronave, que estava a 230 km/h no momento do impacto no morro. 

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Declaração colombiana

Freddy Augusto Bonilla fez um longo pronunciamento com a gravação da conversa do piloto da LaMia com a torre de controle do aeroporto de Rionegro antes da queda do avião.  

"O avião boliviano ingressa em Medellín neste momento. A aeronoave boliviana está deixando o controle aéreo de Bogotá para o de Medellín e é autorizada a descer 3 mil metros. Até então, a tripulação não informou se havia uma situação de emergência. Essa aeronave conta com um sistema de alerta de baixa quantidade de combustível. Isso significa que se inicia um alarme audível e visual. De acordo com o manual da aeronave, avisa 20 minutos de voo com esse alarme. Esse alarme foi dado dois minutos depois dessa posição", disse. 

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A gravação é encerrada antes da queda e as investigações agora caminham para esse lado. "A gravação para um minuto antes da queda e temos que saber o motivo", disse Bonilla, que lamentou demais o acidente que dizimou quase todo departamento de futebol da Chapecoense.

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