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"O que aconteceu neste trágico evento é de responsabilidade direta da empresa LaMia e do piloto", afirmou o ministro de Obras Públicas da Bolívia

Empresa aérea LaMia e o piloto Miguel Quiroga, uma das 71 vítimas, são os responsáveis pela tragédia
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Empresa aérea LaMia e o piloto Miguel Quiroga, uma das 71 vítimas, são os responsáveis pela tragédia

O governo da Bolívia finalizou as investigações e concluiu que a companhia aérea boliviana LaMia e o piloto Miguel Quiroga são os responsáveis pela tragédia com o avião que levava a delegação, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense, jornalistas, convidados e tripulantes para Medellín, na Colômbia, no fim de novembro.

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Ao todo, 71 pessoas morreram na tragédia , entre elas, o próprio piloto da aeronave - outras seis ficaram feridas, sendo quatro brasileiros. Milton Claros, ministro de Obras Públicas da Bolívia, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (20), mostrou os resultados das invetigações.

"O que aconteceu neste trágico evento é de responsabilidade direta da empresa LaMia e do piloto", afirmou o ministro, que ainda falou em "uma cadeia de erros".

Ainda de acordo com Milton Claros, o governo abriu processos administrativos e legais contra funcionários da companhia aérea. Ele ainda ressaltou que, como medida preventiva, haverá um aumento da vigilância e do controle sobre voos na Bolívia.

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A funcionária boliviana de controle de tráfego aéreo, Celia Castedo, que inclusive pediu refúgio no Brasil por conta de ameaças sofridas, também será processada, já que ela autorizou o plano de voo. "O plano de voo não deveria ter sido aprovado", continuou o ministro.

A tragédia na Colômbia

O avião que levava a delegação da Chapecoense à Colômbia dia 28 de novembro, para o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana diante do Atlético Nacional, caiu poucos quilômetros antes de pousar no aeroporto de Medellín.

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Foram 71 vítimas fatais entre jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulação, e apenas seis sobreviventes: o goleiro Jackson Follmann, o lateral esquerdo Alan Ruschel, o zagueiro Neto, o jornalista Rafael Henzel, o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suarez.  

As primeiras conclusões é de que a tragédia com o avião foi por falta de combústivel, a chamada pane seca.

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