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Tragédia na Colômbia matou 71 pessoas e deixou apenas seis sobreviventes

A Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia suspendeu "por tempo indeterminado" a licença de voo da empresa aérea Lamia, dona do avião que caiu com a delegação da Chapecoense nos arredores de Medellín, na Colômbia, matando 71 pessoas e deixando apenas seis sobreviventes. 

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A decisão de punir a empresa aérea foi anunciada por meio de um comunicado oficial divulgado pelo órgão nesta quinta-feira, menos de um dia depois da revelação de que a aeronave estava com os tanques de combustível vazios quando se acidentou.

Aeronave da Lamia levava a delegação da Chapecoense tinha o escudo do clube
REPRODUÇÃO TWITTER ALEXANDRE PEREIRA
Aeronave da Lamia levava a delegação da Chapecoense tinha o escudo do clube


A causa mais provável da tragédia é pane seca, já que a falta de carburante pode ter provocado a falha elétrica "total" reportada pelo piloto do avião, Miguel Quiroga, uma das vítimas do desastre e também sócio da Lamia.

Fundada em 2009, no estádo de Mérida, na Venezuela, a empresa começou a operar apenas em 2014 e pouco depois transferiu sua sede para a Bolívia. Sua especialidade eram voos fretados para times de futebol da América Latina, já que oferecia flexibilidade para pousar em aeroportos remotos do subcontinente.

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Além da Chapecoense, usaram seus serviços times como o colombiano Atlético Nacional, rival da equipe catarinense na final da Copa Sul-Americana, o boliviano The Strongest e até a seleção da Argentina. O avião que levava a Chape era o único de sua frota em condições de operar.

Quem era o comandante

Miguel Quiroga, piloto da Lamia
Arquivo pessoal
Miguel Quiroga, piloto da Lamia

O piloto do voo, Miguel Quiroga, tinha 36 anos e era casado e pai de três filhos. Ele havia comprado a Lamia de empresários venezuelanos em 2014, ao lado do amigo Marco Rocha Venegas, também piloto. Segundo este último, não há nenhum vínculo entre a companhia atual e a anterior.

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Quiroga vivia no Acre, perto da fronteira com a Bolívia, e construía uma casa no estado. De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo", o piloto da empresa aérea Lamia era genro do ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, que fugiu para o Brasil denunciando perseguição do presidente Evo Morales. Um de seus sonhos era transportar a seleção brasileira de futebol.

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