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"Lamentavelmente, meus esforços resultaram infrutíferos", escreveu a controladora colombiana, Yaneth Molina

Símbolo da Chapecoense sujo após acidente se tornou marcante
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Símbolo da Chapecoense sujo após acidente se tornou marcante

A controladora de voo colombiana, Yaneth Molina, responsável pela comunicação com o avião da Chapecoense acidentado nos arredores de Medellín, escreveu uma mensagem a seus colegas onde diz que fez tudo o que era "humanamente possível" para salvar a aeronave boliviana da empresa LaMia.

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A aproximação do jato da LaMia que levava a Chapecoense  ao aeroporto José María Córdova coincidiu com a chegada de outros três aviões, inclusive um da VivaColombia que havia pedido prioridade no pouso por causa de um possível problema de combustível.

O piloto da aeronave que levava a delegação catarinense, Miguel Quiroga, também havia acusado falta de carburante, mas como demorou a declarar emergência, não recebeu de imediato a prioridade para aterrissagem.

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"Companheiros, por minha família e por esse trabalho que valorizo e respeito, posso afirmar com absoluta certeza que, de minha parte, fiz o humanamente possível e o tecnicamente obrigatório para conservar a vida desses passageiros. Lamentavelmente, meus esforços resultaram infrutíferos pelas razões que são conhecidas por todos", escreveu a controladora em carta divulgada pela rádio "Caracol".

De acordo com Molina, ela teve de levar em conta não apenas a aeronave da LaMia, mas todas as outras que chegavam a Medellín no mesmo instante. "A vida me colocou nessa pouco agradável posição de ter de me defrontar com uma situação como a do dia 28 passado, e reitero a vocês que manifestaram seu apoio que tudo o que fiz teve como objetivo preservar a integridade dos ocupantes dessas duas aeronaves", acrescentou.

Medo de ameças

Por fim, Molina reclamou que o assédio da imprensa a tornou alvo de "pessoas ignorantes e alheias" ao ofício de controlador de voo e que "ameaçam" sua "integridade física e tranquilidade pessoal". De acordo com as primeiras informações divulgadas pelas autoridades, o avião da Chapecoense caiu sem ter sequer "uma gota de combustível" nos tanques .

O próximo passo é descobrir o que causou a pane seca com o avião da Chapecoense. Já se sabe que a aeronave voava no limite de sua autonomia, que era de aproximadamente 3 mil km, exatamente a mesma distância entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Medellín, que era o trajeto percorrido pelo jato. Confira a carta completa da controladora de voo, em espanhol:

Carta da controladora de voo divulgada pela rádio
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Carta da controladora de voo divulgada pela rádio "Caracol"


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