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Chapecó acordou em clima de comoção; nas redes sociais, internautas citam as vítimas do acidente e hashtag #ForçaChape entra nos Trending Topics

#ForçaChape: Vestindo camisetas do time catarinense, os torcedores prestam homenagem com orações e aplausos
Reprodução/Twitter
#ForçaChape: Vestindo camisetas do time catarinense, os torcedores prestam homenagem com orações e aplausos

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (29), centenas de pessoas se aglomeram ao frente à Arena Condá – o estádio de Chapecó, em Santa Catarina – em um ato de homenagem às vítimas do acidente envolvendo o avião da Chapecoense na Colômbia .

Vestindo camisetas do time catarinense, os torcedores prestam homenagem com orações e aplausos. A vigília em Chapecó não tem hora para acabar.

O governo brasileiro enviará à Colômbia um avião com autoridades e familiares das vítimas da tragédia aérea com a Chapecoense. O objetivo é que as autoridades acompanhem todo o processo de investigação das causas do acidente e a repatriação dos corpos, que podem voltar ao Brasil no mesmo avião.

O prefeito da cidade, Luciano Buligon, embora estivesse na lista de passageiros do voo que levou a delegação da Chapecoense para a Colômbia, não estava na aeronave que caiu.

"Deus preferiu que eu estivesse sentindo essa dor aqui em São Paulo, prestando apoio a todos que precisarem", afirmou Buligon à Globo News. “A Prefeitura de Chapecó manifesta profunda preocupação com o lamentável ocorrido, solidariza-se com todos os envolvidos e aguarda novas informações”, diz a nota oficial da Prefeitura.

Redes sociais

A comoção que toma a cidade de Chapecó se estende, pelas redes sociais, por todo o mundo. A hashtag #ForçaChape e #ForçaChapecoense lideram a lista dos Trending Topics (TTs) do Twitter, ao lado de nomes de vítimas do acidente.

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O nome do ex-jogador e ex-técnico Mário Sérgio, comentarista dos canais Fox Sports, também figura entre os mais citados.

Entenda a tragédia

Na madrugada desta terça-feira (29), um avião com a equipe da Chapecoense sofreu um acidente em uma área montanhosa de difícil acesso, a 50 km da Medellín. Havia 77 pessoas a bordo, dos quais 69 passageiros e 8 tripulantes. Vinte e um eram jornalistas. Relatos indicam que o avião teria sofrido uma pane elétrica.

O piloto perdeu o contato com a torre de controle por volta das 22h00 do horário local da segunda-feira (01h00 da manhã no horário brasileiro de verão).

Segundo informações da imprensa local, há 71 mortos. Cerca de 150 socorristas estão envolvidos no trabalho de resgate das vítimas.

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Além de Bulligon, Plinio Filho, filho do presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, deveria estar no voo, mas ambos não embarcaram. "A maior tragédia que Chapecó pode passar. Eu estava me deslocando para lá, mas tive um compromisso com os prefeitos eleitos de São Paulo. Meu nome estava na lista dos que iam para Colômbia. É por essas coisas que só Deus explica que acabamos ficando", disse Buligon.