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"É uma questão humanitária que preocupa o mundo todo e não poderia ser diferente com o futebol", disse Marco Polo del Nero, presidente da CBF

CBF decide que refugiados não entrarão em cota de estrangeiros
LUCAS FIGUEIREDO/CBF
CBF decide que refugiados não entrarão em cota de estrangeiros

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou nesta semana que jogadores que estiverem no Brasil como refugiados poderão ser inscritos em competições e não serão contabilizados como estrangeiros pelos clubes brasileiros a partir do ano que vem.

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Com cota máxima de cinco estrangeiros por equipe, os times poderão registrar os atletas que tiverem visto de refúgio ou humanitário, isto é, refugiados , como jogadores nacionais e continuarão podendo contratar ou emprestar os cinco jogadores de qualquer país do mundo. A mudança no Regulamento Geral de Competições (RGC) entrará em vigor na próxima temporada e deve beneficiar os clubes.

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"É uma questão humanitária que preocupa o mundo todo e não poderia ser diferente com o futebol. Trata-se de uma medida concreta e necessária que pode representar oportunidades a estes jogadores que chegam sem nenhuma perspectiva à medida em que, prioritariamente, vêm de países sem muita tradição no futebol", afirmou Marco Polo del Nero, em nota, no site da entidade máxima do futebol brasileiro.

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A decisão aconteceu após a advogada Luciana Lopes fazer um parecer beneficiando os refugiados junto à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que, na ocasião, aprovou a entrada de refugiados haitianos no Campeonato Carioca. Na sequência, a advogada fez a solicitação à Confederação Brasileira de Futebol, que acatou o pedido em uma reunião no fim do mês passado e anunciou nesta semana.

REFUGIADOS NO RIO 2016

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, dez atletas de diversos países competiram em algumas modalidades, como natação e atletismo. A inédita equipe olímpica, chamada de Time Olímpico de Refugiados (TOR) foi criada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), juntamente com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Muitas histórias foram contadas pelos atletas, que demonstraram garra e conquistaram o público do mundo todo com provas de superação e entrega total ao esporte. 

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