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Segundo nota divulgada no site oficial do América-MG, jogadoras foram ameaçadas por torcedor com arma de fogo após partida da final do estadual feminino contra o Ipatinga. Em súmula, árbitro relatou versão diferente

O América-MG venceu o Ipatinga por 1 a 0 na primeira partida da final do Campeonato Mineiro de Futebol Feminino, no último sábado, e tinha tudo para festejar a boa vantagem conquistada fora de casa, se não fosse o que aconteceu logo após o término do confronto. De acordo com nota publicada no site oficial time americano, as jogadoras e comissão técnica foram ameaçadas pelas adversárias com arma de fogo e agredidas fisicamente; Árbitro da partida contraria versão do clube em súmula.

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Segundo a Coordenadora de futebol do América , Bárbara Fonseca, após agredir verbalmente o árbitro da partida Gabriel Murta Barbosa e os assistentes Marcyano da Silva Vicente e Bruna Laura Silva Oliveira, a técnica do Ipatinga, Kethleen Najara Pereira Azevedo, tentou bater na jogadora do América-MG, Bruna Emília, enquanto ela cumprimentava as adversárias.

Dentro de campo, o América-MG venceu o Ipatinga por 1 a 0 na decisão mineira, mas fora dele, acusou rival de agressões e ameaças
Divulgação/América-MG
Dentro de campo, o América-MG venceu o Ipatinga por 1 a 0 na decisão mineira, mas fora dele, acusou rival de agressões e ameaças

“Ela (Kethlen) empurrou minha atleta e nós tivemos que tirar a Bruna do conflito, o que acabou gerando uma situação muito desagradável, pois começamos a sofrer ameaças da equipe adversária e de torcedores que estavam entrando em campo. Enfim, um momento muito tenso”, afirmou Bárbara, que ainda relatou uma suposta ameaça com arma de fogo feita por um torcedor enquanto ela e seu time tentava deixar o estádio e entrar no ônibus.

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"Sofremos muitas ameaças e o risco de agressão era iminente. Na hora de entrarmos no ônibus, um rapaz da torcida organizada do Ipatinga fazia referência de que estava portando uma arma de fogo e outros que estavam com ele carregavam pedras. Foi quando dei comando para que as atletas se sentassem no banco e colocassem a cabeça entre as pernas até sairmos daquela zona de conflito para se protegerem. Uma situação muito tensa e desesperadora para nossas atletas”, continuou a dirigente.

ÁRBITRO CONTRADIZ VERSÃO DO AMÉRICA

De acordo com a súmula da partida disponível no site oficial da Federação Mineira de Futebol, a agressão partiu da jogadora do América, que teria dado um mata leão na técnica do Ipatinga, que revidou com socos. As informações foram dadas ao árbitro pela assistente e também pela árbitra reserva Josiene Dinelle. Na súmula, ainda é dito que “houve invasão do campo de jogo, quando torcedores, atletas e integrantes de ambas as comissões técnicas ... se envolveram em um grande tumulto em que houve empurrões e ofensas mútuas entre várias pessoas”.

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Segundo Bruno, quem apareceu e fez ameaças com arma de fogo foi a própria Bárbara, que se identificou como policial militar. “É importante salientar que a senhora Bárbara neste momento portava em uma de suas mãos, segurando-a na cintura, uma arma de fogo. Quando o tumulto foi se encerrando, a senhora Bárbara deixou a mencionada arma na cintura e gritava para que todos ouvissem: ‘Eu sou POLICIAL MILITAR, tenho arma mesmo.’”, diz a súmula.

Veja súmula completa abaixo, onde o árbitro relata agressões verbais por parte dos dois times, arremessos de moedas no campo, garrafa e ameaças feitas por torcedores do Ipatinga à equipe de arbitragem após a partida:

Na súmula do jogo, árbitro relata diversas agressões e versão diferente da que foi divulgada pelo América-MG
REPRODUÇÃO/FMF
Na súmula do jogo, árbitro relata diversas agressões e versão diferente da que foi divulgada pelo América-MG

 Em contato com a reportagem, a assessoria de imprensa da Federação Mineira preferiu não se pronunciar e afirmou que em breve a entidade irá divulgar uma nota sobre o ocorrido, além de dizer que o posicionamento oficial até o momento é o da súmula do árbitro da partida, que contradiz a versão do América. 

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