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Pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002 participou de uma feira sobre futebol na cidade de Manchester, na Inglaterra, esta semana

Gilberto silva, pentacampeão mundial, palestrou na maior feira de futebol do mundo
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Gilberto silva, pentacampeão mundial, palestrou na maior feira de futebol do mundo

Quem vê um mineiro de Lagoa da Prata se aproximando, com um jeito meio tímido, nem imagina que se trata de um dos grandes nomes da história do futebol brasileiro. Gilberto Silva, atualmente diretor de futebol do grego Panathinaikos, clube que defendeu entre 2013 e 2015, carrega como principal conquista da carreira o pentacampeonato da Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, em 2002. 

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Sua história no esporte, porém, foi construída em várias etapas, passando por vários times e diversas experiências. Em 2011, foi para a Inglaterra jogar pelo Arsenal, onde conviveu, segundo ele, com o melhor modelo de organização e governança no futebol. No Brasil, atuou pelo América-MG, Atlético MG, Grêmio e outros. Fora de campo, Gilberto Silva foi um dos líderes da classe de jogadores em busca de melhorias nas condições de trabalho, movimento que ficou conhecido como “Bom Senso FC”. 

O camisa 8 da Copa do Mundo de 2002 esteve nesta semana na maior feira de futebol do mundo, a Soccerex, em Manchester, onde participou de duas palestras a convite da organização do evento. Muito assediado por imprensa e fãs, Silva explicou um pouco de sua visão sobre o futebol e como está encarando o novo desafio: atuar como diretor de futebol na Grécia. Logo de cara ele deu sua opinião para que o Brasil melhore o futebol.

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“Olha, eu penso que você precisa ficar atento ao que está acontecendo no mundo do futebol para trazer, trocar ideias, adaptá-las e implementá-las no Brasil. Tem muita coisa que podemos adaptar o formato. Não podemos achar que, por ser o nosso país pentacampeão, não precisamos mais aprender com ninguém. Pelo contrário. O mundo todo, cada um da sua maneira, procura e precisa aprender. Acima de tudo, as pessoas precisam ter a boa vontade de fazer a coisa certa. É importante quando vemos as pessoas procurando conhecimento, tentando melhorar o sistema atual, seja de um clube, seja na governança ou nas partes tática, técnica, no marketing.  Só assim vamos melhorar nosso futebol”, disse.

Gilberto Silva (segundo da direita à esquerda) é diretor de futebol do grego Panathinaikos
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Gilberto Silva (segundo da direita à esquerda) é diretor de futebol do grego Panathinaikos

Gilberto falou também sobre as medidas que poderiam ajudar nessa melhora. “É preciso que as pessoas entendam que é preciso buscar melhorias o tempo todo. (Mudar) o sistema de governança é algo urgente. A criação do Profut foi importante para esse processo dos clubes e será fundamental que haja fiscalização, cobrança e que os clubes que não cumprirem com suas obrigações paguem o preço por isso. Além disso, as pessoas devem pensar na melhor forma para melhorar o sistema. É preciso ter profissionalismo acima de tudo. Mas no Brasil alguns clubes ainda estão longe do ideal. É preciso humildade por parte dos clubes, federações, CBF para tratar disso. A mudança precisa ser imediata e de forma contínua”, explicou.

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Na sequência, Gilberto Silva exaltou o futebol inglês e pediu que o Brasil aproveite o legado deixado pela Copa e Olimpíada. “Para mim, a referência é a Inglaterra. Não tenho dúvidas disso. Até porque eles conseguiram, nesses 25 anos de Premier League, criar um produto que todo mundo compra, em todo lugar, a qualquer hora. Falou Premier League, falou em ponto de referência. Obviamente, o Brasil precisa aproveitar esse momento que vivemos de sediar os grandes eventos esportivos, como a Copa e as Olimpíadas, para realmente fazer valer o legado significativo para o país e não somente a empolgação do evento em si”, continuou o ex-jogador.

COPA E OLIMPÍADA

Silva deu sua opinião também sobre os momentos vividos pela seleção brasileira tanto na Copa do Mundo quanto nos Jogos Olímpicos. “(O título olímpico) tem um lado positivo como forma de resgatar a seleção e trazer o torcedor para perto. Mas tem um lado perigoso nisso. Não pode acontecer o que aconteceu na Copa das Confederações. Achar que já fizemos tudo, que já estamos preparados e criar uma grande expectativa de que seremos campeões da Copa do Mundo novamente. Foi o que aconteceu em 2013, quando Brasil venceu a Espanha, que era atual campeã do mundo. A gente tem que desfrutar desse lado, valorizar (a vitória), mas, ao mesmo tempo, não se acomodar e achar que já suficiente e que não precisamos buscar mais nada, nem melhorar o sistema. Temos que considerar os dois lados: o positivo e o que não é tão positivo, que servirá como alerta para evitar o comodismo”, opinou.

TITE

Gilberto Silva, ao ser perguntado sobre o técnico Tite na seleção brasileira não hesitou. “Sobre a questão do Tite, o que já melhorou bastante, logo de cara, foi a relação com a imprensa. Existia uma rejeição muito grande com o Dunga, desde quando ele era jogador. Com o Tite, houve uma aceitação quase unânime da imprensa. Mas, com certeza, é um treinador capacitado e não é por acaso que está na seleção. Se perguntar para os brasileiros, a grande maioria é a favor do Tite. Torço para que dê certo e para que os resultados venham”, afirmou.

MELHOR SELEÇÃO DE TODOS OS TEMPOS

Por fim, ao ser questionado sobre qual a melhor seleção brasileira de todos os tempos, Gilberto Silva não pensou duas vezes para responder “Tenho que valorizar a minha seleção. Apesar de ter jogado com outros grandes jogadores e ter visto craques consagrados jogarem, tenho que valorizar o meu time campeão da Copa do Mundo de 2002”, finalizou o agora dirigente de 39 anos.